Prefeitura de Brusque devolverá R$ 500 mil após desistir de laboratório de fitoterapia

Dinheiro seria destinado a tratamentos alternativos

Prefeitura de Brusque devolverá R$ 500 mil após desistir de laboratório de fitoterapia

Dinheiro seria destinado a tratamentos alternativos

A Secretaria de Saúde de Brusque desistiu de criar um laboratório municipal de fitoterapia. Com isso, a prefeitura terá de devolver R$ 500 mil que o Ministério da Saúde havia enviado anteriormente para a criação da estrutura.

De acordo com o secretário Humberto Fornari, verificou-se que o custo mensal de manutenção do laboratório fitoterápico é muito alto para o município arcar. A pasta teria de investir fortemente em insumos, plantas e teria de contratar um bioquímico.

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“Sai mais custoso do que se comprássemos os medicamentos homeopáticos”, diz o secretário de Saúde. Fornari afirma que o custo fica ainda mais inviável porque a prefeitura continua uma “crise financeira interna”.

Não há dinheiro de sobra para poder investir em tratamentos alternativos, por isso a secretaria decidiu priorizar o essencial para atender a população. O município tentou alternativas para viabilizar o projeto.

A Secretaria de Saúde tentou repactuar com o Ministério da Saúde o uso do laboratório. Segundo Fornari, a ideia era torná-lo regional. A ideia foi levada às prefeituras da Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí (Ammvi), que não quiseram gastar mensalmente para ter o laboratório à disposição.

Essa era a última cartada da prefeitura para tentar levar o projeto da fitoterapia adiante. “Era um projeto megalomaníaco diante da nossa estrutura”, diz Fornari.

Apesar de neste ano ter desistido, em março do ano passado, quando havia acabado de assumir a pasta, conforme noticiado pelo jornal O Município, Fornari declarou que tinha intenção de contar com o laboratório.

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Na época, ele ponderou que a pasta buscava equilíbrio financeiro para poder ter o laboratório. A previsão era inaugurar o espaço até o fim do ano passado.

Hoje deixado de lado, o projeto de fitoterapia começou em 2014, ainda na gestão de Paulo Eccel. Em agosto de 2015, a ex-secretária de Saúde Ivonir Zanatta Webster, a Crespa, deu encaminhamento às tratativas.

Crespa e funcionários da Saúde se reuniram com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que seria parceira da prefeitura. O Laboratório de Educação no Campo e Reforma Agrária (Lecera) auxiliaria na implantação da fitoterapia no SUS de Brusque.

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