Prefeitura solicita recursos para recuperação da ponte Arthur Schlösser

Decreto de emergência foi homologado nesta terça-feira; municipio avalia propostas de empresas interessadas

Prefeitura solicita recursos para recuperação da ponte Arthur Schlösser

Decreto de emergência foi homologado nesta terça-feira; municipio avalia propostas de empresas interessadas

A Prefeitura de Brusque solicitará hoje recursos ao governo federal para recuperação da ponte Arthur Schlösser, no Centro, que está interditada após um dos pilares romper com as cheias registradas em junho.

Segundo o vice-prefeito Ari Vequi, a Defesa Civil nacional homologou ontem à tarde o decreto de emergência editado pelo prefeito Jonas Paegle, e agora o município está apto a captar recursos por meio do Cartão de Pagamento de Defesa Civil (CPDC).

Aguarda-se que a homologação da situação de emergência seja publicada hoje no diário oficial da União. Com isso, o município fará oficialmente o pedido de recursos. Segundo Vequi, o valor liberado é de R$ 1 milhão, e o que não for utilizado é devolvido ao governo federal.

Ontem, ele e o prefeito Jonas Paegle reuniram-se em Brasília com o secretário da Defesa Civil nacional, coronel Newton Ramlow, para discutir a liberação do recurso.

“O cartão conterá o valor do contrato emergencial e conforme forem executados os trabalhos, os valores serão repassados para a Defesa Civil nacional descontar do montante. Desse modo, esse recurso desburocratiza alguns trâmites e facilita, para que a prefeitura conclua o quanto antes os reparos”, frisa Vequi.

A contratação da empresa responsável, segundo o governo, aguarda apenas a liberação do recurso pela Defesa Civil nacional. Vequi explica que o governo optou por fazer uma tomada de preços para contratação direta, em vez do processo licitatório tradicional.

Ele afirma que, no modelo de concorrência, a prefeitura teria que licitar, antes da obra de recuperação, o projeto executivo e a sondagem da situação da estrutura da ponte, o que demandaria mais de seis meses.

“Queremos fechar o contrato com a empresa o mais rápido possível”.

A obra será, portanto, executada com dispensa de licitação. Segundo o vice-prefeito, cinco ou seis empresas apresentaram propostas ao município, que estão sendo analisadas sob dois fatores: preço total e prazo para execução e liberação de trânsito.

A escolha só será feita, reitera-se, após a garantia de liberação de recursos federais.

“O nosso receio é dar a ordem de serviço e depois ter que sacar dinheiro do caixa [da prefeitura] para pagar a obra”, explica.

O município ainda não sabe o tamanho do estrago causado na ponte pela cheia do rio Itajaí-Mirim e, para isso, incluirá no contrato com a empresa escolhida a necessidade desta fazer uma sondagem da estrutura.

Visualmente, apenas um pilar da ponte está comprometido. Entretanto, ainda não há um laudo sobre a situação dos demais pilares, o que será feito pela empresa contratada, antes da recuperação da ponte iniciar de fato.

 

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