Presidente do Sintimmmeb se desculpa por áudio contra “bolsonaristas” e relata ameaças a familiares

Gravação vazada de José Isaías Vechi sobre evento pró-Lula causou repercussão nas redes sociais

Presidente do Sintimmmeb se desculpa por áudio contra “bolsonaristas” e relata ameaças a familiares

Gravação vazada de José Isaías Vechi sobre evento pró-Lula causou repercussão nas redes sociais

O presidente do Sindicato Laboral dos Metalúrgicos de Brusque e Região (Sintimmmeb), José Isaías Vechi, se manifestou sobre áudio que comentava a repercussão de palestra pró-Lula, sediada pela entidade e promovida pelo Partido da Causa Operária (PCO), no dia 24. Em nota oficial, ele se desculpa a quem se sentiu ofendido pelas palavras e relata ameaças de agressões físicas contra familiares.

No texto, publicado no site do sindicato nesta segunda-feira, 29, Vechi afirma que as manifestações foram feitas em “momento de desabafo e de forma privada”. O dirigente afirmou não compactuar com a intolerância e respeitar as opiniões divergentes.

Vechi aproveitou a manifestação para desejar “um bom trabalho e que os eleitos por meio do voto defendam a democracia”. Segundo ele, depois do vazamento do áudio, em que ameaçava pessoas contrárias ao evento, familiares foram “abordados de forma truculenta e insensata, inclusive com ameaças físicas”. Ele afirmou ter registrado um boletim de ocorrência sobre o caso.

A nota é finalizada com o dirigente reafirmando que “a violência física, verbal ou psicológica nunca” são “o caminho certo a se seguir”. Nela, Vechi destaca a necessidade de seguir a busca por transformar o bairro, cidade, estado e país em lugares melhores, “independentemente de pensamentos, ideologia, raça, cor ou qualquer diferença que nos tornam únicos, porém iguais como cidadãos perante a lei.”

Leia a nota na íntegra:

“Venho a público me manifestar em relação aos fatos recentes divulgados nas redes sociais. E peço desculpas a quem, por ventura, se sentiu ofendido com algumas palavras ditas em um momento de desabafo e de forma privada. Não compactuo com intolerância e defendo o respeito às opiniões divergentes, assim como é próprio do regime democrático de direito. Desejo, sinceramente, que os que estão à frente do Governo e que foram eleitos, por meio do voto, façam um bom trabalho e defendam a democracia, assim como rege a Constituição Federal brasileira. Lamento que alguns de nossos familiares tenham sido abordados de forma truculenta e insensata, inclusive com ameaças físicas (um boletim de ocorrência foi registrado). A violência física, verbal ou psicológica nunca é o caminho certo a se seguir. Dessa forma, sigamos buscando fazer nosso bairro, cidade, estado e país lugares melhores para nossos familiares, independentemente de pensamentos, ideologia, raça, cor ou qualquer diferença que nos tornam únicos, porém iguais como cidadãos perante a lei. Um abraço a todos.”