Prestes a ser despejado, aposentado que cuida de 60 animais busca ajuda para novo local para morar

Valmor Mayer, 69 anos, tinha promessa de doação de terreno por parte da prefeitura, mas ainda não se concretizou

Prestes a ser despejado, aposentado que cuida de 60 animais busca ajuda para novo local para morar

Valmor Mayer, 69 anos, tinha promessa de doação de terreno por parte da prefeitura, mas ainda não se concretizou

Abrigando 60 animais, entre cachorros e gatos, o aposentado Valmor Mayer, 69 anos, está prestes a ser despejado de seu atual endereço. Morando em uma casa alugada no bairro Claraíba, em Nova Trento, ele tem até o fim do mês para desocupar o local. O problema é que devido à quantidade de animais, ninguém mais quer alugar um espaço para ele.

“Hoje não tenho mais lugar fixo. Saio de uma casa e vou pra outra a cada três meses porque os vizinhos se incomodam com os animais e aí o proprietário pede pra eu sair”, conta.

Mayer é um dos fundadores da Associação Regional de Bem Estar Animal (Arba), criada há um ano com o objetivo de receber apoio social para oferecer cuidados de qualidade para os animais que, em sua maioria, são debilitados devido ao abandono e maus tratos.

Prestes a ser despejado, Mayer busca a doação ou cessão de um terreno – por tempo determinado – em uma área mais afastada para não ter problema com vizinhos. “Não estou mais conseguindo casa para alugar por causa dos animais, e alguns terrenos mais afastados, não consigo pagar com o dinheiro da minha aposentadoria, por isso, estou pedindo ajuda”, diz.

“O espaço que preciso não é pra mim, é para eles. Gostaria de um local adequado para eles poderem viver bem. Não é preciso doar, se ceder, por um período, até eu ganhar tempo para respirar e montar um canil adequado, já me ajuda muito”, completa.

Promessa antiga de doação de terreno
A busca de Mayer por um local adequado para abrigar os animais já vem de tempos. Ainda durante o mandato de Paulo Eccel (PT), ele procurou a prefeitura pedindo um terreno para os bichinhos.

Na época, Eccel o informou que a prefeitura teria dois terrenos que poderiam servir para sua causa, um nas proximidades da Unidade Prisional Avançada (UPA) e outro na localidade rural chamada Bela Vista, nas proximidades do Cedro Grande.

Mayer destaca que se interessou pela última opção, já que o espaço foi adquirido na gestão de Danilo Moritz justamente para ser doado à Associação Brusquense de Proteção aos Animais (Acapra), que na época, recusou o espaço por ficar muito distante do Centro – em torno de 15 quilômetros.

“É um terreno que fica às margens de um ribeirão, está em área de proteção, e por isso, não tem muito valor para a prefeitura”.

O aposentado foi informado, entretanto, de que a prefeitura não poderia ceder o terreno para uma pessoa física, por isso, ele foi orientado a criar uma associação para que tudo fosse realizado dentro da lei. “Iniciei a criação da associação para poder receber o terreno, mas quando finalizei toda a documentação, o Paulo já não era mais prefeito”.

Uma nova esperança surgiu nas eleições de 2016. Mayer conta que o ex-prefeito Ciro Roza, então candidato, prometeu formalizar a doação daquele terreno. Como a candidatura de Ciro foi substituída pela de Jonas Paegle, que venceu a eleição, a promessa foi mantida.

“Fui conversar com o Ciro e ele garantiu que a promessa seria cumprida porque ele assumiria como chefe de gabinete. Quando ele assumiu levei toda a documentação na prefeitura, e quando voltei, dentro do prazo que eles haviam falado, o Ciro já não estava mais”.

O aposentado conta que conversou com vários integrantes do governo de Paegle para formalizar a doação, entretanto, até agora, não teve retorno.

“Passei por vários secretários, até que encaminharam minha solicitação para o Comitê Gestor, mas eles negaram. Depois disso, conversei com o procurador Edson Ristow e ele disse que levaria a minha solicitação mais detalhada para o comitê, para ser avaliado de novo, mas faz mais de 60 dias e nada”.

O Município não conseguiu contato com o secretário de Governo e Gestão Estratégica, William Molina, que é um dos responsáveis pelo Comitê Gestor, para comentar a situação.

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