Privatização do aeroporto de Florianópolis anima setor turístico

Presidente da Santur diz que concessão dá boas perspectivas para o estado

Privatização do aeroporto de Florianópolis anima setor turístico

Presidente da Santur diz que concessão dá boas perspectivas para o estado

O presidente da Santa Catarina Turismo (Santur), Valdir Walendowsky, avalia positivamente a privatização do Aeroporto Internacional Hercílio Luz, em Florianópolis. O brusquense afirma que a melhoria da infraestrutura à disposição dos turistas é fundamental para desenvolver o estado.

Walendowsky comanda a Santur, braço do governo do estado responsável por fomentar o turismo. Neste ano, houve uma redução no número total de turistas no litoral de Santa Catarina.

Ainda assim, o presidente considera que a temporada foi boa, apesar de alguns entraves relacionados à infraestrutura. Para Walendowsky, uma das respostas a esse problema é a privatização do Aeroporto de Florianópolis.

A estrutura foi concedida a Zurich Airport AG, da Suíça, que pagou R$ 83,3 milhões pela outorga do aeroporto. “A melhoria do aeroporto vai demorar dois anos após as assinaturas definitivas, não é algo de hoje para amanhã”, pondera Walendowsky.

Apesar de o impacto da concessão ser a longo prazo, ele diz que a perspectiva de que haverá a melhora na infraestrutura aérea do estado é importante. Ele aponta justamente a falta de uma rede aérea mais competitiva como um dos motivos para a temporada não ter sido melhor do que em 2016.

Os argentinos são um dos principais públicos-alvo do setor turístico de Santa Catarina. Mas eles têm de pegar um avião que vai a São Paulo e depois vem para o Sul. Por isso, o custo da passagem fica mais caro e ir para a Bahia, por exemplo, fica mais em conta.

“Tem voos não autorizados da Argentina a Santa Catarina, isso é culpa da agência reguladora argentina”, diz Walendowsky. O ideal seria existir voos diretos de Florianópolis para outros países sul-americanos, o que baratearia o valor da passagem e teria impacto positivo no turismo.

A duplicação da BR-470 também é apontada como fundamental para que o turismo se desenvolva. A via é usada pelos argentinos para chegar a Florianópolis e demais cidades litorâneas.

“Precisamos de uma infraestrutura melhor, que são rodovias e aeroportos federais”, diz o presidente da Santur.

Walendowsky também cobra que as cidades e a iniciativa privada sejam dinâmicos e criem novas atrações para os turistas. Na avaliação dele, com o acesso amplo à informação, as pessoas estão cada vez mais exigentes e Santa Catarina compete com o mundo todo pela atenção delas.

Avaliação positiva
Apesar dos problemas de falta de água, como em Bombinhas, o presidente da Santur avalia positivamente o número de pessoas no litoral catarinense na temporada 2016/2017. Segundo ele, o número de turistas no aeroporto de Florianópolis em janeiro e fevereiro foi igual a 2016.

A explicação para isso é que o volume de voos vindos para Santa Catarina foi menor, mas as aeronaves usadas eram maiores, portanto, a quantidade de pessoas manteve-se no mesmo patamar.

Em contrapartida, o volume de argentinos que vieram para o estado de carro particular ou de ônibus caiu, refletindo no cenário de pouco crescimento ou até retração em algumas cidades. Walendowsky diz que o valor do dólar, mais caro em 2017, também atingiu em cheio os turistas estrangeiros. “O custo interfere radicalmente ao fazer uma viagem”, declara o presidente da Santur.

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