Projeto Anjos de Luz usa música e religião para alegrar pacientes em Brusque

Veteranos do Coral da Paróquia Santa Terezinha criaram grupo que se apresenta semanalmente

Projeto Anjos de Luz usa música e religião para alegrar pacientes em Brusque

Veteranos do Coral da Paróquia Santa Terezinha criaram grupo que se apresenta semanalmente

Levar conforto e alegria aos enfermos é um dos grandes objetivos do projeto Anjos de Luz. O grupo que se reúne semanalmente para apresentações nos corredores e quartos do Hospital Azambuja vem crescendo ano após ano e ampliando o projeto, que atende também asilos e realiza doação de sangue e ações com moradores de rua.

A ideia iniciou depois que um saudosista grupo de ex-membros do Coral da Paróquia Santa Terezinha, dos anos 1980, decidiu realizar um reencontro, ainda em 2016. Na ocasião, cerca de 150 pessoas se fizeram presentes. Surgiu, então, a intenção de criarem a iniciativa filantrópica, utilizando o talento em comum entre todos: a música.

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A partir daí eles começaram a tocar e cantar músicas religiosas no Hospital Azambuja. Atualmente, as apresentações são semanais, todas as segundas-feiras. Mensalmente o grupo visita também um asilo. A ideia vem gerando muito resultado, e nas redes sociais o engajamento do público é positivo.

Além disso, a iniciativa incentivou mais pessoas a fazerem o bem, conforme explica Luciana Ferreira, integrante do Anjos de Luz. “Nós fomos convidados por um grupo de Lages que queria conhecer nosso projeto e fazer um também. Viajamos até o município, trocamos experiências e hoje eles realizam o mesmo trabalho por lá”.

“Fazer o bem nos faz bem”
Com o lema “fazer o bem nos faz bem”, o grupo faz apresentações temáticas com fantasias nas datas festivas e religiosas, como Carnaval e Páscoa. Com isso, trazem alegria e um sorriso no rosto dos pacientes. “Já tivemos relatos de pessoas que falaram que um determinado paciente havia passado a semana inteira sem sorrir, e quando chegamos ele abriu o sorriso”, diz Luciana.

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Segundo ela, muitos dos doentes chegam a ficar de 30 a 90 dias internados no hospital. Também integrante do projeto, Tania Regina Winter Baltert diz que é possível dar forças para pessoas enfermas. “É bom saber que estamos fazendo a diferença para alguém. São pessoas que sofreram acidentes, e a gente acompanha essas histórias. Em algumas ocasiões eles, ao receberem alta, nos convidam para visitar suas casas”.

Trazendo palavras de conforto e quebrando a monotonia do ambiente hospitalar, os Anjos de Luz são bem-vindos por onde passam. “Muitos deles vem aos corredores para nos ouvir, outros pedem pra que a gente vá até seus quartos. Na UTI, em que não podemos entrar, nós cantamos lá fora e mais tarde muitos dizem que ouviram lá dentro e se emocionaram”.