Projeto que tatua vítimas do câncer de mama é tema de documentário

Alunas do curso de Produção Audiovisual da Univali produziram o filme com a participação dos brusquenses

Projeto que tatua vítimas do câncer de mama é tema de documentário

Alunas do curso de Produção Audiovisual da Univali produziram o filme com a participação dos brusquenses

O projeto Menos Cicatrizes e Mais Flores, dos brusquenses Ivo e Ana Cláudia Buss, foi tema de documentário produzido pelas alunas Flávia Cardoso e Maria Eduarda Ribeiro, do curso de Produção Audiovisual, da Universidade do Vale do Itajaí (Univali).

A produção, intitulada Brio, tem duração de pouco mais de oito minutos e retrata mulheres que tiveram câncer de mama e decidiram apagar as marcas deixadas pela doença com a tatuagem, realizada por meio do projeto dos brusquenses.

Quatro mulheres foram escolhidas para falar sobre as transformações que a doença fez em suas vidas e como uma simples tatuagem tem o poder de melhorar a autoestima.

As estudantes, que são de Itajaí, acompanharam o trabalho dos brusquenses durante dois meses, onde realizaram as gravações. O documentário foi lançado no dia 11 de dezembro.

“Elas tiveram um carinho bem grande com a gente e nos deram a oportunidade de mostrar como é o nosso projeto e que tatuagem é muito além do que as pessoas pensam”, diz Ana Claudia.

O projeto do tatuador iniciou no ano passado. Ele tatua gratuitamente mulheres que querem esconder a cicatriz da cirurgia ou fazer a reconstrução da aréola – área circular que envolve o mamilo.

Mulheres de vários estados já tiveram suas cicatrizes cobertas pelo brusquense. Neste ano, pelo menos, uma mulher foi tatuada por meio do projeto por semana. “Agora no fim do ano como o movimento aumenta muito, estamos reservando o domingo para fazer este trabalho”.

Para Ana Cláudia, participar do documentário será mais uma forma de divulgar o projeto e ajudar ainda mais mulheres a terem sua autoestima de volta. “Com o documentário podemos ver como os outros veem nosso projeto, ver pelo olhar dos outros. Ver as mulheres falando sobre as transformações que tiveram com a nossa ajuda foi maravilhoso. Nos emocionamos muito”.

O documentário está disponível no YouTube.

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