Projeto Vida Ativa dá a oportunidade de aprendizado à terceira idade

Neste ano, curso da Unifebe inicia no dia 14 de março

Projeto Vida Ativa dá a oportunidade de aprendizado à terceira idade

Neste ano, curso da Unifebe inicia no dia 14 de março

Além de aprenderem, as estudantes fazem novas amizades / Foto: Divulgação/Unifebe
Além de aprenderem, as estudantes fazem novas amizades / Foto: Divulgação/Unifebe

Quem acha que estudar é um privilégio apenas dos jovens é porque ainda não conhece o projeto Vida Ativa, do Centro Universitário de Brusque (Unifebe). O programa existe desde 2002 e oferece atividades variadas para mulheres de meia e terceira idade.

O curso é realizado em Brusque nas tardes de segunda-feira e, em São João Batista, às quartas-feiras, e funciona no sistema semestral. A cada seis meses, as estudantes concluem o programa e iniciam novas disciplinas. “O curso acontece com módulos de 15 disciplinas por semestre. Elas têm aulas sobre várias áreas, filosofia, sociologia, direito, saúde. Tentamos trazer profissionais das mais diversas áreas para trabalhar com elas”, explica o supervisor de extensão da Unifebe, Claudemir Marcolla.

O Vida Ativa reúne uma média de 40 alunas por sala e são as estudantes que escolhem o tema que será visto em sala de aula. “Elas se reúnem e escolhem as áreas que mais interessam e assim, dentro das possibilidades, oferecemos o que é solicitado”, diz.

Marcolla destaca que não existe uma idade limite para poder se matricular no curso. “Temos pessoas de 40 anos, assim como outras com mais de 70. É bem diversificado”.

O supervisor ressalta ainda que existe bastante diferença em trabalhar com as mulheres do Vida Ativa e os acadêmicos de graduação da instituição. “É bastante diferente, elas vem com muita vontade de aprender, lembram muito como era a universidade no tempo delas, fazem comparações e querem muito aliar a teoria à prática. É um perfil mais exigente de aluna, uma troca de experiências incrível”.

Além de ensinar coisas novas, o curso possibilita o convívio social. “Os laços de amizade se estreitam além da universidade. Elas se tornam amigas, e isso é muito bacana”.

A professora aposentada Olga Schaefer Habitzreuter, 63 anos, participa do curso há quatro anos. Para ela, a busca por conhecimento nunca é demais. “Procurei o curso para ter novos conhecimentos, aprender é sempre muito útil, além do convívio social. A cada semestre temos várias disciplinas e aprendemos coisas que a gente nem conhecia. Recomendo muito, só temos a ganhar participando”, diz.

Também aposentada, Bernadete de Oliveira Fischer, 62 anos, está matriculada no curso há quatro anos, no entanto, ela faz parte do início do Vida Ativa. “Eu trabalhei na Unifebe e ajudei a montar o projeto do primeiro Vida Ativa e eu sempre disse que quando eu me aposentasse faria parte do curso como aluna”, destaca.

Para ela, foi difícil parar de trabalhar e ficar só em casa, e o curso ajuda a manter a mente sempre ativa. “Para quem sempre foi acostumada a trabalhar, quando se aposenta é muito ruim ficar só em casa, então fui buscar preencher meu tempo com a construção do conhecimento e gosto muito”.


Sobre o vida ativa

As inscrições para o projeto Vida Ativa iniciam na próxima semana. As aulas começam no dia 14 de março, às 14 horas.

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