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Pe. Adilson José Colombi

Professor e doutor em Filosofia - padreadilson@omunicipio.com.br

Protomártires brasileiros

Pe. Adilson José Colombi

Professor e doutor em Filosofia - padreadilson@omunicipio.com.br

Protomártires brasileiros

Pe. Adilson José Colombi

Desde o dia 15 de outubro do ano em curso, o Brasil também tem seus mártires da fé católica inscritos na lista (Kanon) dos santos e santas católicos. A canonização não santifica ninguém. Apenas, declara que uma pessoa viveu, de maneira heroica sua fé na pessoa de Jesus Cristo e a testemunhou por meio de virtudes heroicas. Alguém se torna santo em sua vida, neste mundo e nos ambientes que frequenta, não após a morte. Não é a Igreja que faz alguém santo ou santa, mas a própria pessoa. A Igreja somente declara, com sua autoridade recebida do seu Fundador, que alguém foi fiel ao seu batismo até o fim da vida e por isso, pode ser tido como exemplo de vida de fé. Não modelo, pois, modelo de santidade só Jesus Cristo o é e mais ninguém. Porque só ele é o Caminho, Verdade e Vida. Não há outro caminho para chegar ao Pai.

A evangelização começou no Brasil, desde o momento em que os primeiros colonizadores portugueses pisaram em solo brasileiro. Com efeito, Portugal, em sendo uma Nação católica, tinha, em sua política expansionista do Reino, além da descoberta de nossas terras a expansão da fé católica. Por isso, em suas navegações sempre estavam presentes também sacerdotes católicos do clero diocesano ou religiosos de Ordens ou Congregações Religiosas.

Desta forma, surgiram muitos centros de evangelização ao longo de todo o território brasileiro. Os missionários davam assistência ao colonizador, mas logo se voltaram também para catequizar os nativos, os indígenas, inclusive, aprendendo a língua deles e servindo-se de sua cultura, como fez o grande catequista, São José de Anchieta, o Apóstolo do Brasil.
Nem sempre esse trabalho missionário foi tranquilo. Muitas vezes aconteceram episódios que marcaram a vida das comunidades. Tanto em relação aos próprios portugueses aqui radicados como também com os indígenas. Outras vezes, com não-portugueses que, com frequência, apareciam em busca das riquezas nacionais ou porque cobiçavam fundar colônias, nessa parte do nosso Planeta. Foi o que ocorreu no Nordeste com a invasão dos holandeses.

“A evangelização no Rio Grande do Norte foi iniciada em 1597 por missionários jesuítas e sacerdotes diocesanos, originários do reino católico de Portugal. Nas décadas seguintes, a chegada dos holandeses, de religião calvinista, provocou a restrição da liberdade de culto para os católicos que, a partir daquele momento, foram perseguidos. É neste contexto que se verifica o martírio dos Beatos, em dois episódios distintos.

O primeiro acontece em 16 de julho de 1645, na Capela de Nossa Senhora das Candeias, em Cunhaú. Decorria a Missa dominical celebrada pelo pároco, Padre André de Soveral, quando um grupo de soldados holandeses, com índios ao seu séquito, fez irrupção no lugar sagrado e massacrou os féis inermes.

O segundo episódio remonta a 3 de outubro do mesmo ano. Terrorizados pelo sucedido, os católicos de Natal procuraram pôr-se a salvo em abrigos improvisados, mas em vão. Feitos prisioneiros, juntamente com o seu pároco, o Padre Ambrósio Francisco Ferro, foram levados para perto de Uruaçu, onde os esperavam soldados holandeses e cerca de duzentos índios, cheios de aversão contra os católicos. Os féis e o seu pároco foram horrivelmente torturados e deixados morrer entre bárbaras mutilações”. (Zenit, 16/10).

Certamente, o sangue derramado por esses padres e leigos (as), adultos e jovens, por causa de sua fé na Pessoa de Jesus, foi e continua sendo semente de novos testemunhos de pessoas que se dedicam, heroicamente, a testemunhar a Boa Nova do Reino, até os nossos dias.

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