PSL de Brusque aproveita onda de crescimento e mira eleições municipais

Partido foi recentemente restabelecido no município e quer disputar a prefeitura em 2020

PSL de Brusque aproveita onda de crescimento e mira eleições municipais

Partido foi recentemente restabelecido no município e quer disputar a prefeitura em 2020

Surfando na onda de popularidade capitaneada pelo presidenciável Jair Bolsonaro, a qual impulsionou o candidato do partido ao segundo turno pelo governo de Santa Catarina, o PSL de Brusque começou a se reestruturar neste ano, e já mira as eleições municipais de 2020.

A comissão provisória do partido no município foi restituída em 24 de setembro, pouco antes do primeiro turno das eleições.

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Segundo Marcos Paulo Vargas, presidente da sigla em Brusque, o partido existe há mais tempo, mas permaneceu por um período oficialmente desativado.

Isso ocorreu porque, depois que Bolsonaro veio para o PSL, todas as executivas estaduais e municipais foram destituídas pela direção nacional da agremiação.

Com a medida, foram formadas novas executivas. Trata-se de um pedido feito por Bolsonaro antes de se filiar ao partido, como uma proposta de reformular o PSL desde a base.

“A gente estava fazendo um trabalho há cerca de dois anos, mas o partido não tinha nenhuma expressão, era pouco visado”, explica Vargas, “e depois que o Bolsonaro veio como candidato a presidente começou a ser mais procurado, mais bem visto”, continua.

Neste ano, ele foi até a executiva estadual para buscar a reativação do PSL de Brusque. O presidente se encontrou, então, com Osmar Vicentini, candidato a deputado estadual pelo PSL, de Guabiruba, que é o coordenador das atividades partidárias no Vale do Itajaí-Mirim e do Rio Tijucas.

Após a conversa e reunião de correligionários, foi aprovada a formação da nova executiva em Brusque.

O partido registrava, em julho deste ano – dado mais atualizado da Justiça Eleitoral -, 110 filiados em Brusque, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

As informações não foram atualizadas após a metade do ano, mas o presidente do partido estima a existência, atualmente, de cerca de 400 pessoas inseridas nos quadros do PSL. “Tem muitas filiações não homologadas ainda, por causa da campanha eleitoral”, explica.

A procura pelo partido cresceu bastante após o sucesso na campanha eleitoral. “Tem muita gente procurando, muita gente atrás do PSL para se filiar, com boas e más intenções”, comenta o presidente da sigla. “Há políticos antigos querendo se aproveitar da situação, porque agora o PSL é Bolsonaro, é Moisés [candidato ao governo do estado], mas que até dias atrás eram do outro lado.”

Vargas afirma que está sendo feita uma peneira para decidir quais, dentre os pedidos de filiação, serão aceitos ou não. “Queremos manter a base do partido sem nenhum
medalhão, sem nenhum político corrupto, 100% ficha limpa no partido.”

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Eleição municipal
O PSL já projeta a próxima eleição municipal. O partido quer concorrer com uma chapa pura, tanto para prefeito quanto para vereador, e já mapeia nomes que possam representá-lo.

Em 2016, o partido coligou-se com o candidato do PROS, Jadir Pedrini, que tinha como vice o ex-prefeito Roberto Prudêncio Neto (PSD).

“A linha do PSL daqui para frente é pensar em chapa pura. A gente quer enxugar a máquina, pretendemos adotar a mesma filosofia de trabalho da eleição estadual para os municípios”, afirma Vargas.

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