Quatro casos de caxumba são atendidos, por semana, em Brusque

Doença contagiosa atinge principalmente adultos entre 25 e 40 anos, que ainda não receberam a vacina

Quatro casos de caxumba são atendidos, por semana, em Brusque

Doença contagiosa atinge principalmente adultos entre 25 e 40 anos, que ainda não receberam a vacina

Brusque continua com casos de caxumba acima da média. Desde o início do inverno, centenas de pessoas procuraram a rede pública com sintomas da doença contagiosa, que gera dor e inchaço das glândulas salivares, entre o pescoço e a bochecha.

A enfermeira da Vigilância Epidemiológica, Natália Cabral Marchi, afirma que, apesar de não terem registros de notificações dos casos, as Unidades Básicas de Saúde (UBS) atendem, por semana, quatro pacientes com caxumba. Porém, ela diz que esse número já está mais baixo do que no início do inverno.

Segundo Natália, a doença atinge, na maioria das vezes, adultos jovens, entre 25 a 40 anos. O que explica a incidência maior nessa faixa etária é que a vacina contra o vírus não era obrigatória durante a infância. “Hoje todas as crianças, no início da vida, já recebem a vacina da tríplice e tetraviral, que protege também contra catapora, rubéola e sarampo”, explica.
A caxumba, assim como a catapora, dá uma vez só na vida. Porém, a enfermeira alerta que a doença atinge os dois lados da garganta, por isso, quem teve apenas em um lado, ainda poderá pegar novamente. “Temos vacinas disponíveis para todas as idades em nossas unidades de saúde. É só levar o cartão do SUS e a caderneta de vacinação”, orienta.

Apesar de ser uma doença passageira, a caxumba pode ter complicações, especialmente para homens, já que pode inflamar os testículos. Mas, em Brusque, até o momento, a rede pública de saúde não registrou nenhum caso de complicação.

Diagnóstico médico

A enfermeira Natália indica que assim que sentir os sintomas, como febre, dor no corpo, fadiga, inchaço na garganta e dificuldade para engolir alimentos, o doente deve logo procurar um médico. Os sintomas podem ser confundidos com uma forte gripe, por isso é necessário ficar atento. Em caso de descuido, outras pessoas podem pegar a doença. “É necessário passar pelo diagnóstico médico, pois com a confirmação, o paciente deverá ficar isolado por sete dias”, afirma.

A única medicação recomendada para esses casos são anti-inflamatórios, mas que somente podem ser receitados por médico. Assim que detectada a doença, é recomendável que se evite chegar próximo de gestantes, e ficar no meio de aglomerações.

As orientações de higiene são as mesmas de uma gripe viral, como lavar as mãos constantemente, utilizar álcool gel, e beber muito líquido, além do repouso absoluto.

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