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Sérgio Sebold

Economista e professor independente - sergiosebold@omunicipio.com.br

A questão do planejamento familiar

Sérgio Sebold

Economista e professor independente - sergiosebold@omunicipio.com.br

A questão do planejamento familiar

Sérgio Sebold

Qual a razão fundamental para o casamento seja civil ou de fé? Apenas “brincar” de sexo, não. O objetivo maravilhoso do casamento entre um homem e uma mulher é cumprir a função primordial da vida. Gerar novas vidas. Como já dito em outras oportunidades, todos os seres vivos tem três momentos cruciais, “nascer, procriar, morrer” sem exceção, inclusive o ser humano. Logo, a junção destes dois entes vivos homem e mulher é exatamente com esta finalidade, balizado por valores morais e religiosos para realização desta missão divina. Transformar o prazer lúdico do sexo em mera diversão é cair num vazio existencial dramático.

Um projeto ou obra física deve sim ter um bom planejamento, como casa, uma estrada e mesmo uma entidade humana como a família; os primeiros casos podem ser meticulosamente detalhados para se alcançar o objetivo material. Mas numa família as coisas se complicam na sua realização. Logo o tamanho simplesmente não depende exclusivamente do casal. Não se pode planejar exatamente como se constrói uma casa. Há um equivoco de que o “planejamento familiar” leva entender que compete ao casal, como determinar o tamanho ou espaçamento da prole. Essa autonomia absoluta não existe, a não ser que use métodos artificiais, um deles o aborto.

Se aceitarmos pela moral cristã que uma família em prole é uma benção, ninguém pode casar rejeitando esta benção.

Há uma história curiosa relatada por um padre, quando uma jovem paroquiana lhe telefonou dizendo aflita que exatamente na data de seu casamento ela estaria no período fértil. – O que deveria fazer? Respondeu-lhe que não faz sentido casar já pensando em não ter filhos. Se ela dissesse que desejava ter filhos sim, mas, depois de três anos, a resposta seria: “então você se case daqui a três anos”. Neste particular a jovem revelava em boa-fé sendo vitima da mentalidade segundo os filhos devem ser cuidadosamente “planejados”, ou que o casamento é um evento com outras finalidades, e então gerá-los no inicio do matrimonio seria ato de “irresponsabilidade”.

A doutrina cristã oferece algumas alternativas para os casais reduzirem para poucos filhos, reconhecendo as dificuldades no mundo de hoje. A questão demográfica, recursos ambientais, ainda é uma falácia. A questão antropogênica que interfere no equilíbrio ambiental é uma questão de ideologia e não de realidade científica segura. O Brasil com um território totalmente aproveitável, com 200 milhões de habitantes, tem espaço para mais do que triplicar com novos brasileirinhos. O que nos choca são as “evas” desejarem no máximo um filho, onde cairemos na armadilha da China do filho único. Não se pode deixar de reconhecer, a fragilidade da família causada pelo Estado em termos de residência e saúde pública.

Nossos ancestrais diziam, na mesa onde comem cinco sempre há lugar para mais um, mesmo que este seja mais um filho.

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