Reajuste no valor da gasolina chega a R$ 0,30 em Brusque

O repasse do aumento dos combustíveis na cidade supera os R$ 0,22 anunciados no início do ano pelo governo

Reajuste no valor da gasolina chega a R$ 0,30 em Brusque

O repasse do aumento dos combustíveis na cidade supera os R$ 0,22 anunciados no início do ano pelo governo

O mês de fevereiro começou com o aumento do preço dos combustíveis em todo o Brasil. Em Brusque, o reajuste da gasolina foi repassado ao consumidor na segunda-feira, 2, e agora, em média, os brusquenses estão pagando R$ 0,30 a mais pelo litro da gasolina.

Este reajuste era esperado desde o início do ano, quando o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, anunciou o aumento de impostos sobre combustíveis com o objetivo de elevar a arrecadação do governo federal, reequilibrar as contas e atingir o superávit primário em 2015.

Nas refinarias, o aumento de custos, com a elevação do PIS/ Cofins e da cobrança da Contribuição para Intervenção no Domínio Econômico (Cide) foi calculado em R$ 0,22 por litro de gasolina e de R$ 0,15 por litro de diesel. No entanto, na maioria dos postos, o reajuste aplicado foi maior, o que representa um aumento médio de 10%.

A gerente do posto Ki Posto, Cristina Castro, afirma que o repasse do aumento para o consumidor gerou muitas reclamações, e reduziu o movimento no local. “O pessoal reclamou bastante, mas não temos o que fazer. Percebemos que o movimento já reduziu, e vai cair ainda mais, com o preço que está a gasolina o pessoal vai usar o carro o mínimo possível”, diz.

Segundo ela, os R$ 0,30 já repassados ao consumidor em seu posto é o mesmo que foi repassado a eles pela distribuidora. “Repassamos o mesmo valor que estamos pagando. Não temos como manter o preço, é impossível. O consumidor terá de se acostumar”, afirma.

O gerente do Auto Posto Guabiruba, Rodrigo Becker, destaca que o aumento no preço da gasolina é ruim para o posto. “Repassamos o preço que a distribuidora aumentou. Isso é muito ruim. Em um país que é autosuficiente em petróleo, é inadmissível pagarmos tão caro pela gasolina, é um absurdo, mas não temos como continuar com o preço antigo”, diz.

De acordo com o economista Wagner Dantas, o reajuste dos combustíveis impacta diretamente na vida do consumidor. “A gasolina é um insumo básico para toda produção, e esse reajuste vai gerar mais uma pressão inflacionária, e com isso, o governo terá de fazer mais manobras para contornar a inflação”, diz.

No entanto, ele afirma que o reajuste é necessário, principalmente para os resultados da Petrobrás neste momento de crise. “A Petrobrás é uma economia de capital misto, o governo detém 25% das ações com direito a voto, mas também é uma empresa que tem que dar resultado. Devido aos últimos acontecimentos relacionados à empresa, os acionistas pressionaram muito por resultado, e o aumento da gasolina é algo que há muito tempo já deveria ter sido feito. A Petrobrás está preocupada com a rentabilidde perante os acionistas”, explica.

Porém, o economista ressalta que o reajuste é ruim para o governo. “Para a Petrobrás, como empresa, foi necessário, mas pelo lado do governo era tudo o que ele não queria. Isso aumenta custos num momento que estamos numa recessão econômica bem forte”.
Comparação

O Município Dia a Dia comparou os preços dos postos de combustíveis de Brusque, Blumenau e Itajaí, seguindo a última pesquisa realizada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) entre os dias 26 a 28 de janeiro nos três municípios. Foram pesquisados 18 postos em Brusque, 13 em Blumenau, e mais 15 em Itajaí.
Desses, os preços praticados em Itajaí são os mais baixos. A média de preços no município portuário após o reajuste é de R$ 3,19. Em Brusque, o menor preço é R$ 3,19. A maioria dos postos está cobrando a faixa de R$ 3,29, mas é possível encontrar postos com o valor de R$ 3,40. Em Blumenau, o menor preço encontrado também é o de R$ 3,19, já o maior é R$ 3,86, uma diferença de R$ 0,87 entre antes e depois do reajuste.

>> Confira a matéria completa na edição impressa do jornal Município Dia a Dia desta quarta-feira, 5

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