Recursos de pay-per-view online do Catarinense serão divididos entre clubes

Com redução no pagamento da NSC TV, detentora dos direitos, associação de clubes oferta o FCPlay

Recursos de pay-per-view online do Catarinense serão divididos entre clubes

Com redução no pagamento da NSC TV, detentora dos direitos, associação de clubes oferta o FCPlay

A redução de cerca de 40% no pagamento aos clubes pela emissora detentora dos direitos de imagem do Campeonato Catarinense pesou nos cofres dos participantes da competição. O Brusque, por exemplo, recebeu R$ 500 mil em 2017, mas em 2018 o valor caiu para R$ 300 mil.

Como a NSC TV foi a única concorrente, os clubes e a própria Federação Catarinense de Futebol (FCF) tiveram que aceitar o que foi oferecido. Além disso, houve perca considerável na visibilidade dos times e, consequentemente, dos patrocinadores, com a decisão da emissora de transmitir apenas uma partida por rodada.

Contudo, a Associação de Clubes de Futebol Profissional de Santa Catarina (SCCLUBES) encontrou uma alternativa para que os torcedores pudessem seguir acompanhando seus times de coração e, também, houvesse um acréscimo na receita.

O FCPlay, um pay-per-view via internet (www.fcplay.tv), apresenta transmissões ao vivo de todas as partidas, e o dinheiro pago pelos espectadores (R$ 9,90 por jogo) será dividido entre os clubes e também utilizado para a estruturação da associação.

Segundo nota oficial da SCCLUBES, com o FCPlay, o Catarinense é o único estadual do país a ter todos os seus jogos transmitidos ao vivo. A entidade também divulgou que houve amplo crescimento na compra das partidas durante o último fim de semana de jogos.

Sem lucro
Embora a FCPlay tenha também o objetivo de dar um acréscimo aos cofres dos clubes catarinenses, as transmissões ainda não têm volume de adeptos capaz de gerar lucro. Segundo explica Danilo Rezini, presidente do Brusque e membro da associação, o projeto é uma aposta para o futuro. “Está crescendo, mas ainda tem seus problemas, que serão sanados com o tempo. Temos certeza que para o próximo ano será um bom negócio. É um modelo que nós ajudamos a montar”.

Os problemas também não são apenas com relação ao dinheiro. Na transmissão da partida Hercílio Luz e Brusque, em Tubarão, houve falhas técnicas que prejudicaram os espectadores. O sistema de pay-per-view, inclusive, ofereceu um jogo gratuito para quem estava acompanhando, como forma de compensá-los pelas falhas.

Claudio Gomes, diretor executivo da SCClubes, explicou que é preciso paciência com o projeto que iniciou recentemente. “Nós estamos maturando essa iniciativa, que partiu dos clubes e pertence aos clubes. Ainda vamos aprender para melhorar e ajustar tudo em cada transmissão”.

Gomes explica que a adesão ainda abaixo das expectativas é principalmente por ser uma novidade. “É um avanço da nossa parte, proporcionar um novo tipo de acompanhar o futebol, e para quem é conservador pode ser uma barreira. Estamos apresentando o que pode ser o futuro do futebol”.

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