#RedeSocial03: Rodrigo Zen

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André Groh

Rodrigo Zen, 31 anos, administrador e pós-graduado em criação e gestão de produtos em moda. A vida norteou um caminho que sempre foi seu. Professor do curso de moda na Unifebe, ministra cursos e workshops na área. Ninguém duvida que sua cidade é Paris: mas hoje vive em Brusque, sua cidade natal, e estuda o mercado daqui.

André Groh: Como ingressou no mercado da moda?
Rodrigo Zen: Minha relação com a moda tem algum tempo, e sofri algumas influencias na minha família. Na época de fazer faculdade eu não queria estudar moda e trabalhei na metalúrgica com minha família. Mas tudo foi direcionando para o têxtil, ao longo do tempo, foram surgindo contatos e oportunidades até estar trabalhando com o que mais gosto.

AG: Pensa em ter uma coleção?
RZ: Ter uma marca própria é um sonho muito antigo. Tenho todos os esboços para a coleção e a marca já está registrada… Mas ainda não cheguei no momento de lançar este negócio. Eu quero um plano diferenciado, fora do que é obvio. Eu ainda não digeri tudo, ainda tem alguma coisa pra ser pensada. É uma coisa para o futuro próximo: talvez alguma coisa sai até para esse verão…

AG: A rua é uma inspiração pra moda?
RZ: Sem dúvida. Estávamos inclusive com essa discussão na faculdade. A gente entende pessoas olhando para elas (pessoas), e não achando o que elas podem fazer. A rua sempre vai ser uma inspiração, independentemente de estar em Londres, Paris ou Brusque eu só vou entender um mercado olhando para onde ele está.

AG: Qual a expectativa de mercado para Brusque?
RZ: O progresso ressoa dos teares, já diz o hino. Minha linha de pesquisa hoje está voltada para entender o que está acontecendo com Brusque. Tem coisa pra ser repensado… Nós como indústria têxtil local, somos uma indústria de auto referência. Eu copio modelos que estão próximos de mim e não estou criando, e essa indústria está fadada a sofrer consequências como China ou qualquer outro lugar que vai produzir moda de uma maneira mais barata. Agora a partir de um momento que a gente tem uma criação, que se pense o processo de design para criar, ai a situação fica diferente. Temos possibilidade de criar, de fazer algo novo e pensar nesse modelo de indústria que temos hoje.

AG: Qual o papel da universidade: ela instiga a criação ou a reprodução?
RZ: A academia motiva a criação, mas a indústria a reprodução. E é com essas duas pontas que preciso trabalhar e tentar aproximá-las. Tem melhorado, e algumas empresas tem buscado a universidade para parcerias. Brusque tem a faca e o queijo na mão, mas não está sabendo fazer a mesa de queijos e vinhos. Nós precisamos mudar porque minha concorrência deixou de ser local para ser global. O sistema está em constante transformação, e quem não se adaptar fica pra trás.

AG: Trocaria moda por?
RZ: Não vou puxar teu saco, mas pela arquitetura [risos]. Eu acho que a arquitetura mescla muitas informações, tanto de moda, comportamento e qualquer outra área. Mas eu não trocaria moda não… Porém arquitetura é uma área que me chama muita atenção.

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Banda Várias!
Cantor De Beyoncé a Ney Matogrosso
Cidade Paris
Paixão Tudo o que faço
Comida Sou muito eclético até pra comer [risos] Filme The Grand Budapest Hotel
Viagem Todas!
Próximo destino Japão
Inspiração Minha confusão [risos] Hobby Ler. Ultimamente estou lendo muito
Luxo Ter senso de humor
Mania Rabiscar

 

Fotos Arquivo Pessoal

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