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Bastidores da política e do Judiciário, opiniões sobre os acontecimentos da cidade e vigilância à aplicação do dinheiro público

Reunião debate demora na autorização para início da obra da barragem de Botuverá

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Bastidores da política e do Judiciário, opiniões sobre os acontecimentos da cidade e vigilância à aplicação do dinheiro público

Reunião debate demora na autorização para início da obra da barragem de Botuverá

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A diretoria da Associação Empresarial de Brusque (Acibr) realizou reunião nesta semana com a chefe do Parque Nacional da Serra do Itajaí, Rosária Sena Cardoso Farias, para discutir a demora no início das obras da barragem de Botuverá.

Também participaram do encontro integrantes do Núcleo de Empresários de Botuverá, o prefeito de Botuverá, José Luiz Colombi, o Nene e o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Brusque, Fabricio Zen.

O Parque Nacional da Serra do Itajaí é uma das unidades de conservação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, que analisa o projeto de construção da barragem.

O presidente da Acibr, Halisson Habitzreuter, mostrou à Rosária imagens da cidade embaixo d’água, e que demonstram a preocupação constante de empresários e da população sempre que há informações de uma nova cheia no município.

O assessor jurídico da Acibr, Osmar Peron Jr. destacou que a obra é a ‘última cartada’ da cidade para minimizar os problemas causados a cada enchente.

Na oportunidade, Rosária disse que deve receber o projeto da barragem em breve para analisá-lo de forma técnica e jurídica. Além disso, ela adiantou que há pareceres muito favoráveis à construção da obra, porém, também há questionamentos pontuais.

“Já é consenso em Brasília que a barragem será aprovada. Porém, tem uma condicionante que ainda não foi analisada, mas apesar disso, nosso jurídico disse que não vê nenhum motivo pela não aprovação”, afirmou.

Desabafo do prefeito
Durante a reunião realizada pela Associação Empresarial de Brusque da última segunda-feira, o prefeito de Botuverá fez uma manifestação contundente em relação a atuação do órgão em relação à barragem.

Ele já esta sem paciência por conta do caminho caudaloso e nebuloso que o processo tomou, há anos em busca de autorização para início dos trabalhos, que esbarram em questões ambientais.

O prefeito criticou também a atuação do órgão em Botuverá pontuando duas situações.

A negativa na doação de um espaço de quatro metros quadrados para a colocação de uma câmera, que inibiria a ação de caçadores e a falta de pagamento pela desapropriação de terras de mais de 185 famílias, cujas propriedades hoje são área do parque, e que não receberam a indenização. Apesar disso, recebem multas por utilizarem a terra para subsistência.

Projeto não linear
Rosária, durante a reunião, justificou a demora pelo projeto da barragem por não estar linear, ou seja, com pontos divergentes.

Porém, não conseguiu esclarecer quem está divergindo, já que esta obra é uma unanimidade em nossa região e não teve nenhuma manifestação contrária nas audiências públicas e reuniões que foram realizadas.

Rosária garantiu que quando o processo chegar em Blumenau vai dar celeridade, mas que sua aprovação depende de um parecer jurídico favorável de Brasília.

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