Reunião discute preservação do patrimônio da Fábrica Renaux

Moção de apoio à causa será encaminhada ao prefeito de Brusque como forma de iniciar as tratativas

Reunião discute preservação do patrimônio da Fábrica Renaux

Moção de apoio à causa será encaminhada ao prefeito de Brusque como forma de iniciar as tratativas

Encontro na noite desta quarta-feira, 15, na Casa de Brusque, reuniu representantes de entidades e simpatizantes para tratar sobre a preservação do complexo da Fábrica de Tecidos Carlos Renaux. A iniciativa partiu do trineto do Cônsul Carlos Renaux, Vitor Hering, que preocupado com o futuro do patrimônio que deu início à industrialização de Brusque, decidiu buscar apoio para iniciar um trabalho de preservação no local.

Na reunião, foi formulada uma moção de apoio à preservação do patrimônio da fábrica, que decretou falência em julho de 2013, e criado um grupo para levar o assunto até as autoridades.

A moção, que deve ser encaminhada ao prefeito Jonas Paegle, pretende saber o real valor da dívida da massa falida com a prefeitura e sugere que alguns bens da antiga fábrica sejam revertidos ao município como doação em pagamento pelo Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) atrasado.

A área discutida na reunião contempla a Villa Ida, o escritório, o espaço onde funcionava a loja, as fábricas, a fábrica nova e o terreno do entorno. O objetivo é que todas as áreas sejam transformadas em espaços culturais e turísticos em benefício da comunidade.

“Essa reunião vem despertar a preocupação para o patrimônio histórico e sua preservação”, disse o presidente da Sociedade Amigos de Brusque, Ricardo Vianna Hoffmann.

O grupo presente na reunião se preocupa com a questão do patrimônio da fábrica, já que o processo de falência está em andamento, inclusive com o leilão dos bens para as dívidas trabalhistas.

“Sabemos que os credores trabalhistas são em primeiro lugar. Há informações de que o valor da dívida com os trabalhadores é possível pagar somente com a venda de outros imóveis da Renaux, sem a necessidade de mexer neste complexo”, ressaltou Rosemari Glatz, integrante da diretoria Sociedade Amigos de Brusque.

Por isso, o grupo tem interesse em se inteirar sobre a dívida com a prefeitura, já que este pode ser o modo mais fácil de conseguir a preservação do local, um dos símbolos de Brusque.

“Há convergências de interesses já antigos que agora renascem e este pode ser o momento certo. Temos ideias fantásticas para o local e acredito que são viáveis. Tenho muito interesse que aquilo vingue, não só pela minha mãe [Maria Luíza Renaux, falecida recentemente], mas para proporcionar uma vivência histórica para Brusque”, destacou Vitor Hering, que pretende continuar o legado de sua mãe na luta pela preservação do patrimônio.

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