Reunião nesta segunda-feira (16) decide futuro do Brusque na Divisão Especial

Concórdia presta solidariedade e também reclama de jogo com Tubarão. Diretor de arbitragem da FCF diz que só se manifesta após relatório das partidas

Reunião nesta segunda-feira (16) decide futuro do Brusque na Divisão Especial

Concórdia presta solidariedade e também reclama de jogo com Tubarão. Diretor de arbitragem da FCF diz que só se manifesta após relatório das partidas

A diretoria do Brusque FC se reúne nesta segunda-feira à noite para decidir o futuro do Clube na Divisão Especial. O encontro terá a presença do presidente Danilo Rezini, o responsável pelo Conselho, Célio Camargo, o diretor de futebol Carlos Beuting e André Rezini. O empresário e patrocinador máster da equipe, Luciano Hang, também deve participar.
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Em pauta, a possibilidade de desistência da Divisão Especial. Segundo Beuting, serão avaliadas as conseqüências das atitudes para definir o posicionamento. Ele revela que o Concórdia também se mostrou solidário a equipe para uma mudança nos rumos do futebol catarinense. O Tubarão seria outra equipe que se diz contrariado com as arbitragens, mas, segundo o dirigente, preferiu não se envolver diretamente. “O Concórdia disse que o que a gente fizer eles apoiam. O Tubarão, antes do jogo era favorável em razão do que vinha acontecendo, mas agora preferem não se envolver”, diz.
O presidente do Concórdia, Emerson Lorenzetti, também foi enfático ao criticar a arbitragem. O time do Oeste reclama da atuação de Carlos Areias na derrota por 3 a 1 para o Tubarão no sábado (14). “O que fizeram com a gente em Tubarão, não se faz nem com cachorro. Foi a primeira vez que vi na minha vida bandeirinha abraçar jogadores no banco de reservas”, contesta.
A principal reclamação é em razão de um pênalti assinalado para a equipe da casa, quando o jogo estava 0 a 0, próximo aos 15 minutos do segundo tempo. “Está complicado fazer futebol. Você trabalha o ano todo e vem uma pessoa destas e destrói tudo em 15 minutos”, lamenta.
Ele diz que o clube apoia e entende a decisão do Brusque FC, mas pede calma a diretoria quadricolor para evitar possíveis sansões. “Vi os lances do jogo e alguma coisa precisa ser feita. Mas hoje, infelizmente, as leis estão do lado do árbitro, quem será prejudicado será a própria equipe do Brusque FC.
Lorenzetti comenta que a diretoria do clube também deve se reunir na noite de hoje para conversar sobre o que vem acontecendo no campeonato. Apesar disso, não cogita uma medida tão drástica quanto a do Bruscão. “Em princípio, não temos essa ideia, a não ser que venha algo nesta reunião”.
O presidente da Comissão de Arbitragem da FCF, Luiz Carlos Espíndola, diz que só vai se manifestar sobre as reclamações após receber o relatório dos dois jogos do fim de semana. Ele assumiu que esteve presente no jogo de sábado entre Tubarão e Concórdia, mas afirmou ‘não ter visto nada demais’. “Não ocorreu nada de anormal. Eram duas equipes procurando a vitória, um jogo tenso, mas tudo dentro da normalidade”.
Ele comenta que, ainda no primeiro tempo, o time da casa reclamou de um pênalti não anotado corretamente pela arbitragem. “Se houvesse uma intenção prévia de prejudicar o Concórdia, o árbitro teria marcado. A reclamação do Concórdia não procede”.
Espíndola foi questionado pelo fato de a federação indicar árbitros que pertencem as ligas da cidade para apitar partidas do time mandante, como já havia ocorrido anteriormente e voltou a acontecer nos dois jogos da última rodada do returno. “A maioria dos nossos árbitros estão apitando partidas do Campeonato Brasileiro. E a CBF tem preferência. Colocamos no sorteios os árbitros que temos disponíveis. As reclamações sempre vão existir e fazem parte do futebol”, minImiza.
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