Rock na Praça é palco para a música local e reúne centenas de pessoas

A 14ª edição do Rock na Praça trouxe 12 bandas de Brusque e região e reuniu centenas de pessoas na tarde de sábado, 22

Rock na Praça é palco para a música local e reúne centenas de pessoas

A 14ª edição do Rock na Praça trouxe 12 bandas de Brusque e região e reuniu centenas de pessoas na tarde de sábado, 22

“É um longo caminho para o topo se você quer arrebentar no rock and roll”. A música It’s a Long Way To The Top, do ACDC, é só um exemplo do que enfrentam as bandas que querem conquistar seu espaço no cenário musical. Entre ensaios e shows em casas noturnas, 12 bandas se reuniram neste sábado, 22, no palco do Rock na Praça para mostrar seu trabalho autoral e também cantar canções que marcaram a história do rock.

Passava das 20h quando a banda Etílicos e Sedentos subiu ao palco. Juninho Tavares, baterista do grupo, relembra suas participações no evento desde a primeira edição. “Comecei no público, curtindo as bandas da cidade e há doze anos eu comecei a tocar em bandas covers, até quando decidimos criar o nosso próprio grupo. A Etílicos e Sedentos participa há oito anos do evento. É incrível o quanto isso cresceu. No início, por exemplo, cerca de 90% das bandas eram covers, tínhamos poucas autorais. Hoje é diferente. Das 12 bandas que estão aqui, nove são autorais, incluindo a nossa”, destaca.

Há oito anos na estrada, a Etílicos e Sedentos lança no dia 19 de dezembro seu quarto álbum de trabalho. Formada por Cleber de Limas (vocal), André Gome (baixo), Egon Formonte (guitarra) e Juninho Tavares (Bateria), a influência da banda passa pelo rock dos anos 70, 80 e 2000. No novo disco, serão oito músicas autorais e duas covers de outras bandas de Brusque, a Bandeira Federal e Pulsação. A gravação foi financiada pela Lei de Apoio e Incentivo à Cultura, que destina recursos para artistas que precisam de um reforço financeiro para tirar projetos do papel.

Apesar de fazer shows em todo o estado, os integrantes da banda se dedicam a outras profissões, mas sem deixar a música de lado. “A gente ser reúne todas as segundas-feiras para fazer um ensaio, mas viver só disso não dá. Todos aqui mantêm outros empregos, eu sou empresário, por exemplo. Mas como minha área é um pouco estressante, uso a música como uma válvula de escape, tipo um hobby, uma forma de unir o útil ao agradável”, explica Tavares.
Além da música, ele se dedica também a um novo projeto, o lançamento de um livro que conta a história do cenário musical brusquense, com várias bandas de rock desde os anos 80 até a atualidade. Salve Rock Imortal – A Enciclopédia do Rock Autoral de Brusque de 1980 a 2014 – conta com a história de mais de 60 artistas da cidade. O livro deve chegar às lojas em junho de 2015.

The Fighters foi a última banda a pisar no palco do Rock na Praça. Como o nome já sugere, a banda faz cover do Foo Fighters e começou o seu repertório com The Pretender. “Como são poucas músicas, selecionamos as melhores, desde as mais antigas até as do penúltimo CD. A gente escolheu essa por causa da batida, ela tem uma pressão diferente, acho que a galera vai curtir bastante”, explica o vocalista Jheverton Erat.

A banda surgiu em uma daquelas clássicas conversas na mesa de um bar e hoje já alça voos altos. “Queremos a partir do ano que vem investir na gravação de um CD, já temos algumas músicas autorais. Só falta o lado financeiro, que é mais complicado”, revela Brayan Marcola, baterista do grupo.

Desde 2011, o The Fighters faz shows em Brusque, Blumenau, Itajaí e Balneário Camboriú. A partir do próximo ano, os garotos pretendem se inscrever na Lei de Apoio e Incentivo à Cultura para conseguir recursos e gravar o tão sonhado disco de trabalho. É claro que para isso, terão que mudar o nome da banda, que ainda não está definido.

Apesar de jovens, a maioria dos integrantes já dominam seus instrumentos desde pequenos, como é o caso do guitarrista Douglas Huttel, que iniciou no vilão por influência do pai, aos 12 anos, e acabou fazendo a faculdade de música por dois anos e meio. Para conseguir imprimir ao máximo a sonoridade das músicas do Foo Fighters, os garotos tem que fazer algumas alterações.

“Desde que o Pat (Pat Smear, ex-guitarrista do Nirvana) começou a tocar com eles (Foo Fighters), ficaram três guitarristas na banda original e isso é difícil, porque a gente só tem dois. Então um acaba ficando de fora. Mas com alguns ensaios, nós acabamos acertando essa parte, fazemos algumas alterações quando necessário, tudo pra deixar o som mais próximos da realidade”, conta Erat.
Evento reúne centenas de pessoas

A tarde de sábado foi quente e divertida no estacionamento do pavilhão Maria Celina Vidotto Imhof. A 14ª edição do Rock na Praça iniciou à s 15h com a apresentação da banda As Palavras Queimam. Foram sete horas de muito rock. Centenas de pessoas passaram pelo local para prestigiar as 12 bandas brusquenses que marcaram presença no evento.

“É um rock na praça, mas que não é na praça”, brinca a estudante Maria Cecília Vieira, de 17 anos. “Mesmo assim, adoro esse evento, to vindo pela terceira vez e é muito animal. Queria que houvessem mais edições no ano, acho que falta um pouco disso em Brusque”, completa.

Eudez Pavesi, a Superintendente da Fundação Cultural, explica que as mudanças no evento foram necessárias para evitar conflitos. “As primeiras nove edições foram feitas ao lado do Terminal Urbano e depois transferimos para a praça Sesquicentenário. O problema é que ali é um área residencial e recebíamos muitas reclamações dos moradores, por causa do barulho e da bagunça que acontece fazer isso em um local mais aberto. Por isso decidimos fazer aqui no pavilhão”, explica.

Essa foi a terceira edição que o Rock na Praça é realizada no local. Graças ao espaço, que ficou mais amplo, a organização pode colocar dois palcos, evitando assim problemas de atrasos entre uma banda e outra. Para tocar no evento, os grupos participaram de uma inscrição, feita pela Fundação Cultural de Brusque, que definiu quem iria se apresentar nesse dia. Todas as bandas receberam um cachê de R$ 400 e cada uma delas tocou por 35 minutos.

Além dos shows, os visitantes puderam conferir a Feira do Rock, onde estava à venda camisetas, quadros e instrumentos musicais. O evento fez parte também da primeira Semana da Juventude, que terminou ontem.

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