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Saiba como está o andamento das grandes obras em Brusque e região

Enquanto alguns projetos sequer saíram do papel, outros avançam em ritmo acelerado

Saiba como está o andamento das grandes obras em Brusque e região

Enquanto alguns projetos sequer saíram do papel, outros avançam em ritmo acelerado

Brusque e as cidades no entorno aguardam, já há alguns anos, grandes obras que prometem melhorar significativamente a infraestrutura local.

Algumas delas, como a duplicação da rodovia Antônio Heil, estão em andamento em ritmo acelerado. Outras, no entanto, ainda sequer saíram do papel. Nesta reportagem, o jornal O Município atualiza a situação das principais obras aguardadas pela população da região.

PACs Macrodrenagem

Depois de um ano de 2016 – ano eleitoral – em que pouco se fez em relação às obras de macrodrenagem, a Prefeitura de Brusque tentou retomar gradualmente os serviços.

Um dos principais, o do bairro Nova Brasília, passou por problemas burocráticos. Em 2017, a empresa responsável – Catedral Construções – tentou retomar a obra, que estava parada há bastante tempo, mas não conseguiu se manter por muito tempo, levando à rescisão do contrato.

Uma nova empresa foi contratada em meados de setembro do ano passado para retomar os serviços. Porém, já em dezembro, informou que elas podem atrasar em dois meses, devido à necessidade de adequações de trabalhos anteriores.

Outra obra considerada de extrema relevância para contenção de alagamentos, a Bacia Sete de Setembro, que envolve ruas como a Osvaldo Heil e a João Heil, já está licitada e com contrato assinado, devendo iniciar dentro de 30 dias.

Outros projetos devem andar em ritmo mais lento. As obras de macrodrenagem na Primeiro de Maio, por exemplo, terão que ter os projetos reavaliados, segundo a prefeitura. O governo também precisa avaliar a questão financeira ao iniciar novas obras já que, embora financiadas com recursos federais, exigem contrapartida do município.

Ponte do Rio Branco

Obra cuja previsão inicial de entrega era 2016, a ponte do Rio Branco também segue a sina que ronda as obras públicas: percalços e atrasos. Em 2015, já licitada, se aguardavam os recursos do governo estadual. Vindos os recursos, houve problemas com desapropriações.

Já em 2016, com a obra em andamento, a prefeitura – que havia mudado de gestão, estudou a solicitação de mudanças no projeto, pois considerou a altura “muito baixa”, o que a tornaria suscetível à cheia do rio Itajaí-Mirim.

No entanto, no ano passado a elevação da altura da ponte foi classificada como inviável, o que motivou a decisão de executar um canal extravasor junto à obra. No fim do ano passado, ela foi classificada como 88% pronta pelo Departamento Geral de Infraestrutura (DGI). O projeto do canal extravasor está em elaboração.

Apesar da ponte estar em fase final, ainda é preciso definir como serão feitos seus acessos, se com recursos próprios ou por meio de recursos de convênios.

Barragem de Botuverá

Apresentada em 2013 como o grande projeto para contenção de cheias na região, a barragem de Botuverá tinha previsão de entrega no fim de 2017. O ano chegou e a obra ainda não começou.

Além disso, não há perspectiva para quando irá começar.  A “obra” se arrastou por todos esses anos sem qualquer início na prática. A “culpa” pelo atraso é atribuída ao Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), o qual questionou o fato da barragem entrar em área de conservação, o Parque Nacional da Serra do Itajaí.

Foram alguns anos de negociações em busca do licenciamento ambiental da obra. A informação mais recente, do secretario de estado da Defesa Civil, Rodrigo Moratelli, é de que está tudo pronto para a obra iniciar: projetos, análises de impacto ambiental, bastando o edital ser lançado e a empresa escolhida.

Agora, resta aguardar o término do licenciamento ambiental, mas não há prazo certo para que isso aconteça. Fora os prazos para licitação e assinatura de contratos, o de execução da obra é de dois anos.

Terceira subestação da Celesc

Aguardada principalmente pela indústria, a obra da terceira subestação da Celesc em Brusque deve sair do papel em 2018. A companhia passou por diversas fases burocráticas para que pudesse lançar a licitação, cuja data está marcada para segunda-feira, 22.

Um longo tempo foi gasto na procura do terreno, que iniciou com mais de uma dezena de áreas, que aos poucos foram reduzidas a uma no bairro São Pedro, próximo da empresa Tecebem. Após a escolha do terreno, ainda foram necessárias negociações para aquisição.

Segundo informou a Celesc, o edital deveria ter sido lançado em junho do ano passado, mas o foi em dezembro porque a companhia aguardava a aprovação de financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O valor da obra previsto em edital é de R$ 4,3 milhões. O prazo para execução dos serviços é de 270 dias.

Centro de Inovação Tecnológica

Entre as grandes obras previstas para Brusque, o Centro de Inovação Tecnológica (CIT), que está sendo construído pelo governo estadual em terreno doado pela Associação das Micro e Pequenas Empresas de Brusque e Região (Ampebr), na rua Itajaí, no Limoeiro, é uma das poucas que, até o momento, não passou por percalços ou está com o prazo atrasado.

O Centro de Inovação, segundo informou a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico Sustentável, está 25% concluído, conforme vistoria realizada pela pasta em 18 de dezembro.

A obra, diz o governo, está dentro do cronograma inicial, com o piso do pavimento térreo já concretado. Em janeiro será concluído o piso do mezanino. Também estão prontos os muros de contenção.

O prazo estimado para entrega é julho de 2018, ao custo de R$ 5,89 milhões. O espaço terá uma área total construída de 3.140,77m².

Duplicação da rodovia Antônio Heil

As obras de aumento da capacidade da rodovia Antônio Heil avançam em ritmos distintos. No fim do ano passado o trecho executado pela empresa Irmãos Fischer foi concluído, com a liberação do viaduto, que fica em frente à sede da empresa, para passagem de pedestres.

A empresa financiou a execução da obra e, em troca, o governo do estado descontou de ICMS a ser recolhido aos cofres públicos.

As obras no trecho sob responsabilidade do governo do estado, por sua vez, estão em ritmo constante. Em 2017, ao contrário de anos anteriores, não houve periodo de paralisação dos serviços. Nessa obra, no entanto, há trechos já completamente duplicados e outros em que os serviços estão em fase bastante inicial.

Neste ano, o orçamento estadual previu pouco mais de R$ 60 milhões para continuidade das obras. Há, portanto, indicativo de que os serviços continuarão no mesmo ritmo em 2018.

O governo oficialmente não estima prazo para sua conclusão, mas o secretário da Agência de Desenvolvimento Regional de Brusque, Ewaldo Ristow Filho, acredita que estará totalmente pronta até o fim do ano.

Prolongamento das avenidas Beira Rio

Assim como a rodovia Antônio Heil, o prolongamento das avenidas Beira Rio em Brusque também está dividido em trechos, que avançam, também, em diferentes frentes.

O prolongamento do trecho que vai das proximidades da Unibebe até a rua Theodoro Staack está em fase final, executado pela Secretaria de Obras, e deve ser oficialmente liberado para os veículos em breve, embora alguns já façam uso da via.

Na margem esquerda, no entanto, os serviços estão em fase inicial. A prefeitura contratou uma empresa para realizar a abertura do canal extravasor, o que está em andamento, mas não há ainda recursos garantidos para pavimentação da obra.

Para isso, foi aprovado pela Câmara a solicitação de empréstimo de R$ 23 milhões ao Ministério das Cidades, o que ainda está em andamento. O trecho a ser prolongado terá início na ponte Mário Olinger, perto do Corpo de Bombeiros, e irá até a ponte João Libério Benvenutti, perto da Sociedade Esportiva Santos Dumont, por quatro quilômetros de extensão.

 

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