Samae deposita entulhos às margens do Itajaí-mirim

Embora admita falha, autarquia diz que descarte foi feito por funcionário ou terceirizado sem autorização

Samae deposita entulhos às margens do Itajaí-mirim

Embora admita falha, autarquia diz que descarte foi feito por funcionário ou terceirizado sem autorização

Caminhões do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) estão depositando entulhos às margens do rio Itajaí-mirim, próximo à rua General Osório, no entorno da ponte do Jardim Maluche. A denúncia foi realizada ao Município Dia a Dia por moradores da região. A preocupação é de que nos períodos de cheias os materiais sejam levados pelas águas.

O Samae diz que, embora tenha sido feito pela autarquia, o descarte não foi autorizado. Portanto, não sabe há quanto tempo a prática vem acontecendo e nem a quantidade de material depositado. O diretor geral do Samae, Juliano Pereira, considera um caso isolado e diz que tomará providências. “Não vamos nos eximir da culpa, mas não podemos identificar quem fez, pode ter sido um funcionário nosso ou terceirizado”, diz, deduzindo que os objetos podem ter sido despejados fora do horário de trabalho e para facilitar o descarte, por ser mais próximo da região central.

Pereira frisa que os materiais depositados pelo Samae são pedras de calçamento, restos de asfalto e barro retirado na abertura de valas. Segundo ele, há entulhos que são jogados por terceiros e não são de responsabilidade deles.

O diretor geral também afirma que essa prática não irá mais ocorrer e que os funcionários serão orientados. Pereira ressalta que o Samae deposita seus entulhos num aterro registrado e definido pelo Instituto Brusquense de Planejamento (Ibplan), que fica localizado na rua Pomerode, no bairro Santa Terezinha.
Providências serão tomadas

A Fundação do Meio Ambiente (Fundema) de Brusque diz que o órgão já havia recebido denúncias e que fiscalizou o local, porém, não encontrou “alguém” que pudesse ser o responsável pelo ato. Segundo o diretor Cristiano Olinger, há algum tempo é depositado entulhos na via e que por ser um terreno público é difícil ter controle de quem o faz.

Ele explica que os materiais atrelados ao solo podem acarretar danos ao meio ambiente e que uma possível cheia pode levar os entulhos para dentro do rio, diminuindo a vazão e causando alagamentos. Além disso, podem poluir os lençóis freáticos.

Olinger destaca que a Fundema colocará duas placas de “Proibido colocar lixo” no espaço e enviará um memorando para a Secretaria de Obras solicitando que limpe e cerque a área. O objetivo é intimidar possíveis infratores.

A Secretaria de Obras afirma que iniciará a limpeza na próxima quinta ou sexta-feira. O secretário Miguel Comandolli Júnior estima que tenham sido depositados cerca de 15 a 20 caminhões de entulhos. Conforme ele, os materiais serão levados ao aterro da secretaria, na empresa Recicle, concessionária da coleta de lixo. Em média, são levados 53 veículos por mês ao local, o que representa 136 toneladas.

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