Samae nega ter sorteado casinha do Papai Noel entre funcionários

Diretor-presidente da autarquia afirma que parte de material que sobrou está em depósito e parte foi doada à associação

Samae nega ter sorteado casinha do Papai Noel entre funcionários

Diretor-presidente da autarquia afirma que parte de material que sobrou está em depósito e parte foi doada à associação

 

A vereadora Marli Leandro, líder do PT na Câmara de Vereadores, afirmou nesta semana que o material que era utilizado para a casinha do Papai Noel, no parque Leopoldo Moritz, foi sorteado entre alguns funcionários do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), fato que é negado pela direção da autarquia.

Segundo a vereadora, “a atitude pode ser considerada ilegal” e, no momento oportuno, será apresentada denúncia formal sobre o caso. Marli refere-se ao espaço existente no parque e que foi desmanchado neste ano, após o Samae decidir implantar um reservatório no local.

Ela diz que foi feito um pedido de informação à prefeitura, há mais de dois meses, ainda sem resposta, sobre o destino dos materiais que compunham a casinha do Papai Noel. A vereadora afirma ter obtido informações diretamente de pessoas ligadas à administração publica e “que sabe o nome da pessoa que ganhou o sorteio”, mas que não irá revelar.

“As informações que temos, e talvez por isso a dificuldade de responder o pedido de informação, é de que este material foi rifado entre algumas pessoas, funcionários do Samae. Estamos apurando e vamos encaminhar denúncia no momento adequado”, reiterou Marli.

“Aquele patrimônio não é do Samae, é do poder público. Isso não é permitido, é proibido fazer este tipo de destinação. Ele pode ser vendido, mas tem que passar pela Câmara, autorizando a venda”, afirma a vereadora.

[accordion][acc title=”Samae: material está à disposição”]

Roberto Bolognini, diretor-presidente do Samae, diz que o material que restou da casinha do Papai Noel teve diferentes destinações: parte está guardado para ser reaproveitado e parte foi doado à associação dos servidores da autarquia.

 

“Os restos do material, do que deu para ser aproveitado, estão lá. Se quiser aproveitar, está tudo lá”, afirma Bolognini. Ele diz que o que tinha no local já estava depredado e sem utilização.

 

“Não tinha mais nada de casa do Papai Noel, só se ela fosse revitalizada, recuperada. Já restava pouca coisa, estava com infiltrações, decrépita”, continua o diretor do Samae. “Está nos meus planos fazer algo ali. Vamos revitalizar a área, não prometi fazer uma casinha de Papai Noel, porém o Samae está aberto a parcerias”.

 

Bolognini diz que, com a implantação do reservatório no local, a autarquia desmontou a casinha, porque se tratava “de uma obra decrépita, com madeiramento podre, com problemas de vazamento e infiltração”. Ele afirma que seu último uso foi com a clínica veterinária, pelo Zoobotânico, e que estava adaptada para servir a atividades natalinas.

 

“O que é aproveitável está depositado e à disposição do Zoobotânico, que é uma estrutura de madeira com cobertura de vidro”, afirma Bolognini. “O que tinha de madeira podre e lenha foi doado para a associação do Samae e eles estão utilizando”.

 

“Se devemos alguma explicação seria para o Zoobotânico, o que já foi feito”, continua o diretor do Samae. “O material está à disposição, inclusive os aquários que tinham lá”.

[/acc][/accordion] [accordion][acc title=”As madeiras da sede antiga”]

Desde que assumiu o comando da autarquia, no começo de abril, Bolognini ordenou a implantação de um reservatório extra no parque, para acondicionar a água produzida durante a madrugada, medida que, por si só, já foi alvo de muitas críticas dos parlamentares de oposição.
Marli Leandro diz que o descarte da parte de alvenaria da casa é aceitável, visto que não serve para quase nada, mas que as madeiras que sobraram deveriam ser leiloadas, com autorização da Câmara, e não ficar de posse do Samae para que ele dê a destinação que entender melhor.

 

O diretor da autarquia garante que não há irregularidade na doação das madeiras à associação, e questiona o interesse da vereadora pelo caso.

 

“Se a Marli está tão interessada em saber, gostaria que aproveitasse toda essa vontade e disposição para verificar onde está o madeiramento da estrutura que era sede do Samae, que tinha madeira de canela, forro em perfeitas condições e portas de madeira maciça”, afirma Bolognini.

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