Samu de Brusque sofre com falta de veículos e profissionais

Faltam técnicos de enfermagem e socorristas, além de veículo para atendimentos mais graves

Samu de Brusque sofre com falta de veículos e profissionais

Faltam técnicos de enfermagem e socorristas, além de veículo para atendimentos mais graves

  • Por Marcelo Reis
  • 6:30
  • Atualizado às 17:45
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Entra ano e sai ano e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Brusque continua com equipamento e recursos humanos deficitários. Faltam veículos e profissionais para atendimento, o que motiva recorrente apelo ao Samu de Blumenau.

Problemas de manutenção e falta de veículos para o Samu local são recorrentes. Em abril de 2015, por exemplo, O Município noticiou que não havia sequer um veículo em circulação em Brusque. Todos estavam na oficina, por problemas de manutenção.

A situação melhorou, mas ainda está longe da ideal, segundo Ednea Nardin, coordenadora do Samu de Brusque. No começo do ano, a prefeitura recebeu uma ambulância em doação, e agora há dois veículos: uma Boxer e uma Ranger. A segunda, entretanto, aguarda conserto da sirene e do giroflex.

Porém, são veículos classificados como unidades se suporte básico, que não servem para todos os atendimentos. Segundo Ednea, o município precisa de uma unidade classificada como de suporte avançado, que serve para atender casos em que há risco de morte do paciente.

A diferença entre as duas são os profissionais que a operam. Na unidade básica, há o motorista socorrista e o técnico de enfermagem. Na unidade avançada, há o motorista socorrista, o enfermeiro e o médico.

“Quando precisa [de unidade avançada] pedimos apoio para Blumenau. Tem sido recorrente, porque Brusque atende também em Guabiruba e Botuverá, são os três municípios”, explica a coordenadora.

No começo do ano, foi noticiada a intenção do Corpo de Bombeiros em fazer uma doação de um veículo para o Samu de Brusque. Entretanto, isso ainda não foi efetivado.

Conforme o comandante do Corpo de Bombeiros, tenente Hugo Manfrin Dalossi, a instituição irá repassar uma ambulância mais velha ao Samu, de forma definitiva.

Porém, a documentação necessária para formalizar o repasse ficou pronta somente neste mês, e a ambulância está sendo preparada para ser entregue, em breve, à Secretaria de Saúde.

Falta de efetivo

Conforme a coordenadora do Samu, a falta de efetivo também é um problema para a prestação do serviço. Ela diz que espera que a prefeitura contrata pelo menos um técnico de enfermagem e um motorista socorrista.

Ednea explica que, atualmente, os funcionários contratados extrapolam a carga horária de 40 horas semanais prevista em contrato. Como atuam em escala de 12 por 36 horas, a jornada fica em 48 horas semanais.

Isso, explica a coordenadora, poderia ser evitado se houvesse mais profissionais para revezamento. Além disso, segundo ela, a Prefeitura de Brusque não paga por essas oito horas extras semanais trabalhadas pelos funcionários do Samu.

“Um motorista e um técnico a mais já alivia a escala. Só que fora esse, precisava de mais um motorista e técnico para fazer folgas, atestados e férias”, diz Ednea Nardin.

Atualmente, quando um funcionário está de atestado médico, outro tem que abandonar a folga para cobrir a ausência.

Caso ele não venha, a ambulância fica parada porque não há ninguém para operá-la. Há dois processos seletivos da prefeitura em andamento para contratação de técnico em enfermagem. Para o cargo de motorista socorrista, porém, não há concurso público aberto.

Segundo a coordenadora, a Secretaria de Saúde já foi cobrada a respeito da necessidade de contratação, mas não o faz.

“Estamos na esperança de que aumente o quadro de funcionários. Tem o pessoal com bastante férias vencidas e não tem como liberar férias porque não tem quem cubra”, afirma.

A Secretaria de Saúde foi contatada na segunda-feira, 26, e na terça-feira, 27, para comentar o assunto. Entretanto, o secretário da pasta, Humberto Fornari, está em viagem.

O Município solicitou que outro cargo de chefia da pasta comentasse sobre o déficit de pessoal do Samu, mas não recebeu retorno até o fechamento desta reportagem.

 

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