Santa Catarina ocupa o terceiro lugar em número de computadores ou tablets no país

Uso de tecnologias inicia ainda na infância

Santa Catarina ocupa o terceiro lugar em número de computadores ou tablets no país

Uso de tecnologias inicia ainda na infância

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o suplemento sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2013, realizado em parceira com o Ministério das Comunicações. O resultado sacramentou aquilo que pode ser percebido facilmente: cada vez mais a tecnologia está presentes nos lares. O destaque fica por conta da quantidade de crianças que possuem smartphones, tablets ou outros dispositivos.
Segundo a pesquisa, 77,1% a população de Santa Catarina com mais de dez anos de idade tem celular para acessar à internet.

O suplemento do Pnad também mostrou que 16,03% dos moradores de residências catarinenses contam com um tablet , embora o estado esteja nas últimas posições de pessoas que usam apenas o telefone móvel ou o tablet para navegar na rede mundial de computadores.

Além disso, os números indicam que cada vez mais as crianças estão ligadas à tecnologia. Guilherme Gevaerd Boos é um exemplo: com apenas nove anos de idade, ele não larga o computador ou o tablet – um iPad, da Apple -, que ele ganhou de presente há quase três anos.

Seu pai, Júlio César Boos, conta que Guilherme gosta de utilizar ainda o novo notebook, um dos dois existentes na casa, para se comunicar com os amigos e jogar Clash of Clans. “Agora, eu uso mais o notebook, mas antes usava mais o iPad”, explica o menino.

Além de acessar à internet pelo computador portátil e pelo tablet, Guilherme também faz parte de um universo em que uma em cada quatro pessoas com mais de dez anos conta com um celular móvel com internet em Santa Catarina. O percentual (precisamente 77,1%) é maior do que a média nacional, que é de 75,2%.

“A dinâmica deles é diferente, não é de se concentrar em apenas uma coisa”, afirma Júlio sobre o filho. Ele conta que por vezes encontra Guilherme no sofá, com o notebook aberto, online, e com a televisão ligada. Para esta nova geração, cuidar de várias tarefas é mais fácil, na avaliação de Júlio. “A nossa geração foi de transição da máquina de escrever para o computador, mas ele já nascem com isso e sabem mexer. Eles não têm medo. Nós tínhamos medo de mexer, porque na máquina não dava para apagar, mas para eles não têm isso”, comenta.

Quando perguntado quem o ensinou a mexer no computador e no tablet, Guilherme dá uma resposta que corrobora com a tese do pai. “Isso se aprende sozinho, não tem quem ensina”, diz. A irmã mais nova dele, Júlia Gevaerd Boos, de dois anos de idade, é outro exemplo da familiaridade com a tecnologia. Assim como grande parte das crianças, a bebê é fã da personagem Peppa Pig e quando quer assistir ao seu programa favorito faz sinal para ligar o notebook, já sabendo que não depende mais da grade de horários da TV por assinatura para acompanhar o desenho animado. “Antes, quando eu deixava sem senha, ela ligava o tablet sozinha”, afirma o irmão.

Berço da tecnologia

O suplemento da Pnad de 2013 também mostra que Santa Catarina é o terceiro estado com mais domicílios com computador ou tablet. Em 62,4% das residências os equipamentos eletrônicos estão presentes. Somente o Distrito Federal, com 73,9%, e São Paulo, 64,5%, estão à frente.

A pesquisa também mostra que 94,9% dos domicílios particulares catarinenses possuem microcomputador para o acesso à internet, sendo que em quase metade deles (49,8%) os moradores conectam-se somente por microcomputador. Ainda na parte de equipamentos mais utilizados, o telefone móvel aparece em 46,3% das casas em Santa Catarina. Em 4,2% delas entravam na rede mundial de computadores apenas por celular.
Maior acesso à internet exige vigilância dos pais

Francine Geverd Boos, mãe de Guilherme e Júlia e esposa de Júlio, diz que eles demoraram um pouco para aderir à onda da tecnologia para os filhos. No fim, acabaram aceitando, porque desta forma conseguem vigiar o que o menino olha na internet.
“Ele tem horários para poder ficar na internet e tem que fazer a tarefa da escola. Nós cuidamos com os sites que são acessados também”, afirma. O pai diz que tenta acompanhar ao máximo o filho e fica ligado no que ele anda fazendo online. Outra medida tomada por Francine e Júlio é não deixar Guilherme acessar à internet em locais reservados.

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