Com a experiência de anos atuando no mercado têxtil como mecânico de tear circular, em 1989, Helio Gums e sua esposa, Lourdete Maria Gums, decidiram abrir o negócio próprio.

Eles seguiram no ramo têxtil, porém, em um segmento diferente. Helio comprou uma máquina de costura overlock e começou a prestar serviço de facção, especificamente para fazer o trabalho de fechar camisa. Surgia aí a Santa Rosa Malhas.

O trabalho, entretanto, durou pouco. Logo, Helio percebeu que este não era um negócio rentável, por isso, decidiu investir em mais uma máquina overlock e uma cobertura, para poder fazer o acabamento das camisas.

“Isso durou por uns cinco anos, na época se ganhava um valor razoável, mas com a concorrência, todo mundo começou a comprar máquina e o preço foi lá embaixo. Não deu mais pra continuar neste ramo”, conta.

Helio Gums é o diretor da Santa Rosa Malhas | Foto: Bárbara Sales

Para se manter no mercado, ele decidiu mudar o foco mais uma vez e adquiriu um tear circular para prestar serviço de facção. A máquina foi instalada em um galpão alugado de aproximadamente 200 m², no bairro Aymoré, em Guabiruba. Enquanto isso, Lourdete continuava costurando em casa, para manter as despesas da casa e tudo o que Helio ganhava com o tear, investia na pequena fábrica.

Aos poucos, a empresa foi crescendo. Logo depois de comprar o primeiro tear, o empresário adquiriu mais duas máquinas e passou a vender parte de sua produção.

No ano seguinte, a empresa já contava com oito teares. Helio era o responsável pela manutenção das máquinas. “Eu ficava de plantão 24 horas. Naquela época tinha os tecelões e eu para cuidar das máquinas. Qualquer coisa que acontecesse, eu levantava da cama e ia lá arrumar”, lembra.

Com o passar dos anos, a Santa Rosa Malhas foi crescendo e o empresário percebeu que atuar com a terceirização da produção de malha seria mais interessante. Desta forma, a empresa parou de vender os tecidos produzidos e passou apenas a transformar o fio em malha conforme a demanda dos clientes.

“Até 2000 o nosso forte era a venda do tecido que produzíamos, mas aí a margem de lucro em cima da malha não era grande. Desde então, o cliente manda o fio, transformamos em malha e cobramos pela mão de obra”.

Expansão nos planos
Hoje, a Santa Rosa Malhas conta com 84 teares circulares e 160 colaboradores, distribuídos em 11.200 m², sendo dois espaços próprios e um alugado, onde fica o depósito de fios. A média de produção mensal é de 1,2 mil toneladas, entretanto, Helio já planeja aumentar a capacidade de produção da fábrica.

“Nosso objetivo para o ano que vem é aumentar em 20%, chegar em 100 máquinas e uma produção de mais ou menos 1.450 toneladas”.

Para isso, o empresário também já planeja a expansão do parque fabril. “A intenção é ter um espaço físico maior, com pelo menos mais 3 mil m², porque já estamos limitados”.

Há 29 anos no mercado, a Santa Rosa Malhas conquistou clientes no país inteiro. Helio afirma que levantamento recente realizado na empresa mostrou que o tecido fabricado em Guabiruba está presente em, pelo menos, 17 estados. “De Belém do Pará até o Rio Grande do Sul”, diz.

Além da proximidade com o cliente, a empresa investe muito em tecnologia. Helio diz que a fábrica atua com máquinas de última geração, que são atualizadas constantemente. “Participamos de feiras internacionais para nos atualizar e as nossas máquinas que já passaram de 10 anos, substituímos”.

Relembrando os quase 30 anos de história, o empresário diz que foi difícil, principalmente no começo, entretanto, o amor pelo que se faz sempre foi maior. “Quando você gosta do que faz, tudo fica mais fácil. O crescimento e o dinheiro são uma consequência”.

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