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Alta demanda e custos dificultam atendimento gratuito a crianças autistas em Brusque

Fila de espera por atendimento do município chega a quase 550 crianças

Em resposta a um pedido de informação encaminhado pelo vereador Felipe Hort (Novo), o secretário de Saúde de Brusque, Ricardo Freitas, detalhou os desafios enfrentados pela rede pública no atendimento a crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Segundo a justificativa apresentada pela Secretaria de Saúde, os principais entraves são o alto custo dos atendimentos especializados e a demanda reprimida. Atualmente, 549 crianças aguardam consulta com neuropediatra e outras 319 esperam por atendimento com fonoaudiólogo — sendo possível que uma mesma criança esteja incluída em ambas as filas.

Segundo o ofício enviado ao presidente da Câmara, Jean Dalmolin (Republicanos), 432 crianças foram diagnosticadas com TEA nos últimos três anos por meio do Centro de Referência em Saúde Infantil (Cresi).

O município oferece acompanhamento multiprofissional, com médicos psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, fonoaudiólogos, nutricionistas e atendentes terapêuticos. Os atendimentos são conduzidos com base em planos terapêuticos individualizados.

Além da extensa fila de espera, o secretário destacou que a rede municipal não dispõe, no momento, de serviços de neuropsicologia.

Valores necessários


Para tentar suprir parte dessa lacuna, o município mantém um convênio com a Associação de Pais, Profissionais e Amigos dos Autistas de Brusque e Região (AMA), no valor de quase R$ 783 mil, voltado à manutenção de equipe multiprofissional especializada e apoio terapêutico.

A associação tem sido fundamental na absorção da demanda por atendimentos especializados.

As crianças com TEA seguem o mesmo fluxo assistencial dos demais usuários do sistema de saúde, tendo direito a até 16 sessões de fonoaudiologia, com frequência de uma a duas vezes por semana, conforme avaliação do profissional responsável.

A Secretaria de Saúde estimou que o custo médio para garantir psicoterapia, fonoaudiologia, fisioterapia e consulta com neuropediatra é de até R$ 7,2 mil por criança ao ano, o que totalizaria mais de R$ 5 milhões por ano para atender toda a demanda reprimida.

Como alternativa mais sustentável, o secretário apontou a contratação direta de uma equipe mínima, com custo estimado de R$ 1,68 milhão por ano.

Por fim, o secretário afirmou que a gestão está comprometida com a ampliação e qualificação dos serviços, e que busca uma nova estrutura física para melhorar o atendimento.

"Reforçamos a importância da articulação com o Legislativo e de parcerias com a iniciativa privada para garantir a sustentabilidade e expansão dos serviços voltados à infância e adolescência com TEA", disse Ricardo no documento.


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