Saiba quantas pessoas morreram de Aids em Brusque nos últimos 30 anos
Coordenadora do Serviço de Assistência Especializada comenta ações do município para enfrentar doença
Brusque registrou duas mortes por Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids) em 2024, de acordo com dados do Sistema de Informação de Mortalidade (Sim). As vítimas foram dois homens, de 27 e 35 anos.
Mesmo baixos, os números chamam atenção, já que refletem que, mesmo com os avanços no tratamento, a doença ainda causa mortes no município.
No Brasil, as mortes por Aids caíram 13% entre 2023 e 2024, totalizando 9,1 mil óbitos, de acordo com o Ministério da Saúde.
Em Brusque, a redução foi ainda maior em relação ao último ano com registros de óbitos, 2022: houve queda de 33%, passando de três mortes naquele ano para duas no ano passado.
O número nacional é o menor em três décadas. Segundo o governo federal, ele é resultado de políticas de prevenção, diagnóstico precoce e terapias modernas capazes de tornar o vírus indetectável e intransmissível, além da eliminação da transmissão vertical, de mãe para filho.
Números da Aids em Brusque
Em Brusque, os dados históricos mostram que os óbitos por Aids variam ano a ano. Entre 2010 e 2024, a cidade registrou anos sem mortes, como 2013 e 2017, e picos de até três óbitos em 2014 e 2022.
Mortes por Aids por ano em Brusque
2010 – duas mortes: dois homens, de 34 e 35 anos;
2011 – duas mortes: dois homens, de 38 e 48 anos;
2012 – uma morte: um homem de 48 anos;
2013 – sem mortes;
2014 – três mortes: homens de 41, 45 e 42 anos;
2015 – duas mortes: homens de 51 e 44 anos;
2016 – uma morte: homem de 55 anos;
2017 – sem mortes;
2018 – uma morte: mulher de 68 anos;
2019 – duas mortes: mulher de 63 anos e homem de 38 anos;
2020 – uma morte: homem de 49 anos;
2021 – duas mortes: mulher de 60 anos e homem de 44 anos;
2022 – três mortes: mulher de 38 anos e homens de 73 e 43 anos;
2023 – sem mortes;
2024 – duas mortes: homens de 27 e 35 anos.
Fonte: Sistema de Informação de Mortalidade (SIM)
No mesmo período, porém, a mortalidade de pessoas portadoras de HIV/Aids (independentemente da causa da morte) apresentou números maiores, com registros de até 23 casos em 2013.
Entre 2020 e 2021, por exemplo, foram sete mortes de pessoas com HIV/Aids, ainda acima dos óbitos diretamente atribuídos à Aids.
Mortes de pessoas portadoras de HIV/Aids por ano em Brusque
1995 – 2;
1996 – 3;
1997 – 11;
1998 – 7;
1999 – 13;
2000 – 11;
2001 – 12;
2002 – 14;
2003 – 15;
2004 – 19;
2005 – 16;
2006 – 17;
2007 – 16;
2008 – 21;
2009 – 18;
2010 – 21;
2011 – 20;
2012 – 19;
2013 – 23;
2014 – 18;
2015 – 13;
2016 – 9;
2017 – 11;
2018 – 10;
2019 – 14;
2020 – 7;
2021 – 7;
2022 – 19;
2023 – 11;
2024 – 5.
Fonte: Secretaria de Saúde de Brusque
Diferença entre HIV e Aids
O HIV é o vírus (Vírus da Imunodeficiência Humana) que ataca o sistema imunológico, enquanto a Aids é a síndrome, o estágio mais avançado e grave dessa infecção, quando o corpo está muito debilitado para se defender, podendo levar a doenças oportunistas e até à morte.
O que entende a prefeitura
Para Gisele Pruner Koguchi, enfermeira que coordena o Serviço de Assistência Especializada (Sae) de Brusque, o município segue as metas 95-95-95 do Ministério da Saúde, compromisso global voltado ao enfrentamento do HIV/Aids até 2030.
As diretrizes preveem que 95% das pessoas vivendo com HIV sejam diagnosticadas, 95% delas estejam em tratamento e 95% das que fazem o tratamento alcancem carga viral indetectável e não transmitam o vírus.
Segundo a coordenadora, a rede municipal atua em várias frentes para atingir essas metas.
“A saúde de Brusque desenvolve ações de prevenção, distribui insumos, oferece Testagem Rápida nas Unidades de Saúde e nos hospitais, disponibiliza PEP e PrEP, acompanha as pessoas que vivem com HIV e faz busca ativa de quem interrompeu o tratamento”. Ela afirma que esse processo depende de “trabalho constante, multiprofissional e multissetorial para garantir a assistência”.
Gisele reforça que pessoas com diagnóstico de HIV ou que têm dúvidas sobre a própria condição podem procurar a Unidade Básica de Saúde, considerada porta de entrada do sistema. O Sae também atende demanda espontânea para acolhimento e testagem.
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