SCGás pede R$ 850 mil para remanejar rede de obras do PAC

O orçamento das modificações foi repassado a prefeitura que, por "ceder o solo", se nega a pagar

SCGás pede R$ 850 mil para remanejar rede de obras do PAC

O orçamento das modificações foi repassado a prefeitura que, por "ceder o solo", se nega a pagar

Dois pontos das obras do PAC estão ameaçados por divergência entre a Prefeitura de Brusque e a Companhia de Gás de Santa Catarina (SCGás). Para continuar com as obras de macrodrenagem na rua São Leopoldo e na avenida Primeiro de Maio é necessário deslocar a rede da companhia para outros espaços. No entanto, em razão do alto custo, a SCGÁS enviou um orçamento de R$ 850 mil para a prefeitura, que se nega a pagar.

Segundo o assessor de comunicação em exercício da SCGás, Jaime Schramm, a companhia não pode absorver o valor sozinha e está aguardando a decisão da prefeitura. O secretário de Obras de Brusque, Vilmar Vilamoski, por outro lado, diz que as conversas quanto às modificações iniciaram em agosto e a prefeitura está aguardando o posicionamento da SCGás para a definição do cronograma de obras.

“Na sexta-feira eles nos passaram que iriam executar a obra de desvio de rede na Rua São Pedro [irá começar nesta quinta-feira] e as outras duas [São Leopoldo e Primeiro de Maio] eles sugeriram contribuição financeira da prefeitura, porém a prefeitura entende que como a rede está implantada em solo público não tem porque custear com mais nada além de ceder isso”, afirma o secretário.

As obras da avenida Primeiro de Maio já começaram, mas estão paralisadas. Já as da São Leopoldo ainda não iniciaram. De acordo com o diretor presidente do Ibplan, Laureci Serpa Junior, a prefeitura está estudando meios jurídicos para não fazer a contribuição.
Outros pontos

O deslocamento das redes de gás é necessário nas ruas São Leopoldo, Primeiro de Maio e São Pedro. Entretanto, em outros cinco pontos em que as obras do PAC ocorrerão, a rede não será modificada. Nesses casos a secretaria de Obras precisará da assistência da SCGás, pois as ações serão feitas próximas às tubulações. “Eles precisarão acompanhar a execução, porque a princípio não precisaremos mexer na rede”, explica Vilamoski.

 

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