Secretaria tem dificuldade de contratação

Secretária Gleusa Fischer afirma que a falta de professor não é um problema exclusivo de Brusque

Secretaria tem dificuldade de contratação

Secretária Gleusa Fischer afirma que a falta de professor não é um problema exclusivo de Brusque

Alunos de duas escolas da rede municipal estão sem professores. Na escola Georgina Ramos de Carvalho Luz, no bairro São Pedro, falta professor de matemática, já na escola Poço Fundo, a ausência é a de professor de português. A secretaria de Educação reconhece o problema e afirma que o que está ocasionando a falta de professores em algumas escolas é a dificuldade de contratação.

“É um problema de todo o país. Brusque paga bem, investe na formação continuada. Estamos contratando de forma legal por concurso, mas nós temos uma ampliação de vagas que dificulta a contratação. Não tem professor para todas as vagas que estamos abrindo, essa é a dificuldade”, explica a secretária de Educação, Gleusa Fischer.

Ela afirma que professores de áreas específicas estão em falta em todo o país, principalmente nesta época do ano. “No início do ano também contratamos os ACTs, o problema é que no meio do ano, a rede estadual ampliou, a particular também, a cidade está crescendo e exigindo mais profissionais, e nós também estamos implantando a hora-atividade. Isso tudo junto dificulta a contratação”, diz.

Recentemente, a prefeitura homologou oficialmente o concurso público que abriu 93 vagas para professores no município. Porém, Gleusa explica que existe todo um processo para que a contratação seja efetiva, e por isso, o procedimento é demorado. “O concurso tem um tempo de 45 dias para as pessoas se apresentarem, e os que passaram estão todos trabalhando. Se eles deixarem o local onde estão trabalhando agora, também vão deixar outros alunos sem professor. Esse é o problema. A maioria dos que passaram já estão trabalhando conosco como ACTs, eles precisam se desligar deste contrato e ingressar como efetivos. Os que estão em outras escolas deixam passar todo o prazo que eles têm a partir da chamada, para só depois assumir”, afirma.

Gleusa diz que, mesmo sem professor, os alunos não estão deixando de aprender. “Está garantida a aprendizagem dos alunos. Agora, o professor que está na escola vai adiantando a sua disciplina e quando o professor que falta chegar, repõe. Sabemos que não é o ideal, mas assim que estamos fazendo para garantir a presença do aluno na escola”.
A secretária afirma ainda que a expectativa é que após o recesso escolar, que iniciou ontem, o problema seja resolvido e o segundo semestre letivo comece com alguns dos aprovados no concurso já efetivados.

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