Secretário de Educação rebate declaração de vereador que pediu sua demissão

"Nossas ações não visam atender individualidades", diz Ivanor de Mendonça

Secretário de Educação rebate declaração de vereador que pediu sua demissão

"Nossas ações não visam atender individualidades", diz Ivanor de Mendonça

O secretário de Educação de Brusque, Ivanor de Mendonça, minimizou as declarações do vereador Moacir Giraldi (DEM), o qual o classificou como “incompetente” na sessão desta semana da Câmara de Vereadores, e pediu que renuncie ao cargo no Executivo, tudo porque não foram realizadas eleições para diretores das escolas públicas neste ano, as quais foram marcadas para novembro.

“Eu estou aqui por formação, tenho uma carreira na Educação, e não sei exatamente qual a intenção dos outros. Estou aqui por mérito, formação, conhecimento e respeito dos colegas que trabalham comigo, bem como do prefeito, que me deu essa oportunidade”, afirma o secretário.

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Em relação às declarações de Giraldi, que o chamou de incompetente, Mendonça preferiu não polemizar. “Não posso responder pelo que as outras pessoas pensam, especialmente aquelas que não fazem parte da Educação, isso não compete a mim”.

“Quando o prefeito Roberto me convidou para ser secretário, fui convidado pela minha formação, pela minha vida como servidor público”, disse o secretário. “Eu assumi o cargo pela minha qualificação como professor e não como político, porque é o que eu sei fazer”.
O secretário disse, ainda, que não irá reformular o planejamento da pasta para “atender a individualidades”.

“Na área administrativa, nossas ações são voltadas a atender a coletividade sempre, não visam a individualidade de uma ou outra pessoa, e muito menos de políticos que, infelizmente, ainda acham que a Educação é palanque para promoção pessoal”, afirmou.

A opção pelo adiamento

O secretário justifica a não realização da eleição para diretores no ano passado em função do momento político que a cidade vivia, em que havia muita instabilidade, após a cassação do ex-prefeito Paulo Eccel, o que também afetou a pasta.

Ele informou ter conversado com o prefeito e com os diretores eleitos, e que todos concordaram em estender seus mandatos, de forma que pudessem dar continuidade às ações já programadas para as escolas.

“Entendi que era uma forma prudente de agir, eles já estavam eleitos e poderíamos dar continuidade, não criar nenhuma ruptura. Nossa ideia sempre foi de continuidade, não de revanchismo”, justifica.

A opção por remarcar a eleição somente para novembro, na visão do secretário, serve para evitar que a eleição para diretores seja contaminada pelo processo eleitoral de escolha do novo prefeito e vereadores de Brusque, em outubro.

“Buscamos o melhor momento, fugindo de campanha das eleições municipais. Não queríamos que as escolas estivessem neste meio, e muitas pessoas que estão explorando este assunto é porque estão com essa intenção, e não é isso que queremos para a Educação”, afirma Mendonça.
Ainda segundo o secretário, a prorrogação de mandatos dos diretores eleitos das escolas municipais de Brusque não é novidade. Ele próprio, enquanto diretor de escola, diz que já teve o mandato prorrogado por mais um ano, durante a gestão de Paulo Eccel.

“Não há benefício e favorecimento de ninguém, porque todos foram eleitos”, afirma, “e o prefeito tem a prerrogativa constitucional de nomear as suas funções comissionadas”.

“Nossas ações são voltadas a atender a coletividade, não visam a individualidade, e muito menos de políticos que ainda acham que a Educação é palanque para promoção pessoal” – Ivanor de Mendonça, secretário da Educação

 

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