Para ex-prefeito de Guabiruba, denúncias ao MP-SC são politicagem e vereador é manipulado

"Eu estava quieto, mas agora sou candidato, sim, em 2016", declara Orides Kormann

Para ex-prefeito de Guabiruba, denúncias ao MP-SC são politicagem e vereador é manipulado

"Eu estava quieto, mas agora sou candidato, sim, em 2016", declara Orides Kormann

O ex-prefeito Orides Kormann concedeu entrevista ao jornal Município Dia a Dia para se defender da denúncia feita contra ele ao Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) por parte do vereador Valdeci Ferreira, o Boiadeiro.

Como o MDD noticiou no dia 16, ele e outras oito pessoas ligadas a empresas de terraplanagem tiveram seus bens bloqueados liminarmente pela Justiça. Kormann, que era prefeito na época em que aconteceram as supostas irregularidades, diz que as queixas feitas contra ele são “infundadas” e que tudo não passa de jogo político.

A denúncia que deu origem aos dois inquéritos que investigam as empresas foi feita por Boiadeiro no início de 2013. O vereador disse que soube de horas-máquina cobradas a mais do que o serviço prestado. “Foram pagas horas-máquina em rua que nem existe. Foram várias entre o Natal e o Ano Novo, quando a prefeitura estava em recesso”, explicou à reportagem. Logo em seguida, outra denúncia foi realizada com relação ao mesmo tema. De acordo com o extrato de instauração de inquérito, esta última foi apresentada pelos vereadores Waldemiro Dalbosco, Cristiano Kormann, Luciano Schlindwein, Felipe Eilert dos Santos e Boiadeiro.

Os danos aos cofres públicos podem alcançar a R$ 500 mil, segundo o Ministério Público. Durante a investigação, o Gaeco de Itajaí apurou que algumas das empresas envolvidas são de fachada. Segundo o órgão, elas operam no mesmo endereço, com os mesmos proprietários e têm os mesmos donos.

Orides Kormann diz que possui testemunhas e documentos – que estão com seus advogados – provando que as obras declaradas por ele foram de fato feitas. Ele rebate Boiadeiro e diz que a parte administrativa da prefeitura estava, sim, de recesso à época, contudo, as obras pela cidade continuaram. “E a rua em que foi feita a obra existe e fica no bairro dele [Boiadeiro]. O que aconteceu foi um erro na documentação”, afirma.

Kormann também afirma que não superfaturou o valor de horas-máquina e nem incluiu nos pagamentos obras que nunca foram feitas. “Temos testemunhas que provam tudo isso. Estou confiante que vamos ser absolvidos. Estas denúncias são todas infundadas, inverídicas”, diz o ex-prefeito.

O ex-prefeito diz que sua administração respeitou às leis e para sustentar isso diz que todas as contas foram aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e pela Câmara de Vereadores. “Quando eu saí da prefeitura, deixei R$ 2 milhões no caixa”, garante.
Politicagem
Kormann diz que a motivação por trás desta e de outras denúncias é política.” Quando eu fiz as obras, nenhum vereador falou nada, por quê? Porque eles nem sabiam onde estão acontecendo as obras. Eles não estão preocupados com o município, mas sim com picuinhas políticas”.
Ele também declara que Boiadeiro não fez a denúncia por si só, mas que está sendo manipulado. “O vereador que fez a primeira denúncia, a gente sabe que não é ele. O que eu fiquei muito chateado foi com os outros vereadores”, afirma.
Para o ex-prefeito, esta e outras denúncias estão sendo feitas com o único objetivo de enfraquece-lo politicamente visando as eleições municipais de 2016. “Eu estava quietinho, mas agora eu sou sim candidato em 2016”, afirma. Kormann também critica a postura dos vereadores de buscar a Justiça para esclarecer estes casos. “O gasto do Ministério Público e da Justiça em uma ação como essa é muito maior do que o que é apontado nestas denúncias. Os vereadores têm que ter responsabilidade”, comenta.
Outros envolvidos
Além de Orides Kormann, ex-prefeito; as outras oito pessoas que tiveram os bens congelados são: Clodoaldo Riffel, ex-secretário de Obras de Guabiruba; Renato Zucco, Maria Aparecida Zucco, Taiara Zucco, Andrei Ricardo Zucco, Maria Rosa Cadore Zucco, Watson Zucco Weber e Josiane Vargas. Ao todo, todas estas pessoas e as empresas tiveram R$ 5 milhões bloqueados. Segundo o promotor Daniel Westphal Taylor, titular da 3ª Promotoria de Justiça, o objetivo é “ressarcir o prejuízo e também de penalizar os envolvidos”.

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