Caso Viúva Negra: réu diz que objetivo era dar um “susto” em empresário de Brusque e nega envolvimento direto na morte
Ele afirma que foi coagido por Júlio César, já condenado pelo caso
No segundo dia de julgamento do chamado “Caso Viúva Negra”, em Brusque, o réu Patrick William Schlichting, conhecido como “Russo”, prestou depoimento ao Tribunal do Júri nesta sexta-feira, 19.
Ele é acusado de ter participado do assassinato do empresário Edinei da Maia, ocorrido em fevereiro de 2024, mas negou envolvimento direto na execução.
Segundo Patrick, o contato inicial partiu de Júlio César Durgo Sothe, o “Montanha”, já condenado a 27 anos de prisão.
“Júlio entrou em contato comigo. Ele disse que era para dar um susto em um cara. O susto era pra ter todo um cenário, pois ele queria ter vantagem financeira em cima da Elisa. Não recebi nada pelo serviço e não sabia que era para matar a vítima”, afirmou.
O réu, acusado de ter “contratado” os outros acusados, disse que não tinha histórico de crimes violentos e que atuava apenas em fraudes.
“Nunca fui desse tipo de crime, sempre fui estelionato. Nesse tipo de crime, a gente mente pras pessoas para que elas topem o serviço. Foi o que fiz com os outros envolvidos”, declarou.
Patrick também alegou que provas importantes não foram devidamente analisadas. “A própria polícia tinha que ter extraído tudo do meu celular, não só o que queriam. Sempre deixei claro em áudios para o Júlio que eu não participei dessa morte” disse.
Segundo ele, o próprio Júlio o ameaçava. “O Júlio, porém, me ameaçava dizendo que se eu não o seguisse ajudando, iria me entregar. Iria dizer que eu estava envolvido” completou.
Patrick se negou a responder perguntas do juiz e da promotoria. Apenas respondeu os questionamentos feitos por sua advogada.
Por isso, não foi possível obter mais detalhes da participação dele no crime, muito menos as ações que ele teria praticado no momento da morte de Edinei.
Contexto do caso
O Ministério Público aponta que Patrick foi um dos responsáveis por organizar a emboscada contra Edinei, junto com Júlio César. O empresário foi atraído até Vidal Ramos, em 22 de fevereiro de 2024, sob pretexto de um orçamento de lápide. Ele foi rendido, agredido e enterrado em uma cova que havia sido preparada dias antes. O corpo só foi localizado em 15 de junho, em avançado estado de decomposição.
Além de Patrick, também estão sendo julgados nesta etapa a viúva de Edinei, Elisa Zierke dos Passos, e Jean Carlos Hang. No primeiro júri, em junho, três acusados já haviam sido condenados a mais de 26 anos de prisão. O sétimo réu, Jeferson Alves, conhecido como “Cuky”, aguarda recurso.
*Colaboração: Sophia Ribeiro
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