Homem que atropelou três pessoas em Brusque enquanto dirigia embriagado em 2016 é condenado pelo júri
Foi negado o direito dele de recorrer em liberdade
O homem acusado de atropelar três pessoas em 2016, no bairro Steffen, em Brusque, foi condenado pelo Tribunal do Júri a seis anos e quatro meses de reclusão, em regime semiaberto. Ele teve o pedido para recorrer em liberdade negado. A sessão do júri aconteceu no dia 22 de agosto.
O réu respondia por tentativa de homicídio triplamente qualificado, após dirigir embriagado, perder o controle do carro, atingir três vítimas, incluindo uma criança de 1 ano, e fugir do local sem prestar socorro. Depois do acidente, ele fugiu para o Paraná e foi preso apenas em 10 de março de 2025.
O acidente ocorreu no fim da tarde de sábado, 9 de abril de 2016. Segundo a denúncia do Ministério Público, o acusado passou a tarde ingerindo bebidas alcoólicas em um bar da cidade, na companhia do irmão e do cunhado.
Embriagado, deixou o local por volta das 18h, dirigindo um Ford Del Rey, mesmo após ser alertado sobre seu estado.
Pouco depois, ao passar pela rua Guilherme Steffen, em frente a uma empresa da região, teria gritado “segura, piazada” antes de entrar em alta velocidade numa curva, perder o controle da direção, invadir a calçada e atropelar três pedestres: duas adolescentes de 14 anos e a criança de 1 ano.
Uma das vítimas sofreu ferimentos gravíssimos e teve uma das pernas amputadas. As outras duas pessoas atingidas tiveram lesões de menor gravidade, mas também precisaram de atendimento médico.
De acordo com a denúncia, o motorista não parou após o atropelamento. Seguiu em alta velocidade até sua residência, trocou um pneu danificado e fugiu em seguida por uma área de matagal, antes da chegada da polícia.
“A dor é a parte mais difícil de lidar"
Lucelena de Jesus Damaceno foi uma das vítimas. Na época, tinha 14 anos e estava acompanhada de uma amiga da mesma idade e do sobrinho, de 1 ano.
“Não lembro se eu voei ou se fui para debaixo do carro. Sinto dor no lado direito do meu corpo até hoje. A dor é a parte mais difícil de lidar. Eu agradeço a Deus por ele não ter dado a ré, porque teria passado por cima da cabeça da criança e ela teria morrido. Ele nos prensou contra um portão e, quando eu levantei, caí de novo”, relatou em entrevista ao jornal O Município.
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