Seis policiais de Brusque integrarão Força Nacional durante as Olimpíadas 2016

Militares passaram por testes físicos e por instruções de nivelamento para trabalharem no Rio de Janeiro

Seis policiais de Brusque integrarão Força Nacional durante as Olimpíadas 2016

Militares passaram por testes físicos e por instruções de nivelamento para trabalharem no Rio de Janeiro

Seis policiais militares de Brusque atuarão junto a Força Nacional nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos no Rio de Janeiro. Em Santa Catarina, 200 militares foram selecionados e representarão o estado por quatro meses. Do 18º Batalhão da Polícia Militar, 16 policiais se inscreveram para garantir as quatro vagas destinadas à região. Porém, com a sobra de outros batalhões, mais dois policiais de Brusque foram selecionados.

Os Testes de Aptidão Física (TAF) e o curso de Instrução de Nivelamento de Conhecimento (INC) foram realizados em Lages e Florianópolis, onde os policiais foram divididos por turmas. A soldado Caroline Vieira da Cunha, a Caroline II, é a única mulher de Brusque a participar e está entre as cinco mulheres dos 200 policiais selecionados no estado. “Sempre desejei atuar na Força Nacional, e sempre me preparei fisicamente para isso, pois as vagas são muito disputadas e praticamente quem consegue é quem completa o teste físico com 100% de aproveitamento”. Quando surgiu a oportunidade, a policial revela que intensificou os treinos e gabaritou o teste físico, sendo a única policial mulher a conseguir esse desempenho.

Para Caroline, que está há quase cinco anos na PM, esse é o momento mais importante de sua vida profissional, pois será único e no maior evento esportivo do mundo. “Minha formação acadêmica é Educação Física, inclusive trabalho com isso na PM, sendo instrutora de atividade física. Então estou muito feliz e honrada em poder fazer parte da tropa da Força Nacional”.

A policial trabalhará ao lado de seu marido, também policial militar, Wagner Rocha Garcia. Ele atua no Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT) em Brusque. Para Rocha, a oportunidade é uma realização profissional, que fará com que ele tenha contato com diversos policiais de todo o Brasil. “Estaremos atuando em prol de um evento de alta complexidade, onde a mídia de todo o planeta estará focada. Isso é muito gratificante, de estar no clima e poder dar mais segurança a todos que estiverem participando”.

O soldado do PPT, Everton Souza da Silva, acredita que o momento trará mais experiência profissional, além da gratificação financeira. “Fomos bem preparados, foram seis dias de instruções altamente técnicas e podemos ter acesso aos vários materiais que a Força Nacional utilizará nas Olimpíadas”.

Para o cabo Éder Volmar Gomes, que também atua no PPT, estar entre os 7 mil policiais militares brasileiros é lisonjeador. “É muito bacana participar da cobertura nos jogos, onde estarão reunidos 206 países. Espero que possamos contribuir com o policiamento e sermos úteis da melhor maneira possível”, diz.

O comandante da PM, tenente-coronel Moacir Gomes Ribeiro diz que está orgulhoso por ter seis policiais aprovados nos testes. “Será um momento único para eles, que terão uma experiência indescritível e um maior aprimoramento. É até mesmo uma conquista pessoal para esses policiais”.

Para Gomes, a seleção dos policiais de Brusque mostra o quanto o batalhão possui profissionais qualificados. “Nossa preocupação sempre foi com a redução no efetivo durante o tempo em que os policiais ficarem fora. Porém, o custo benefício será muito maior e com certeza conseguiremos nos adaptar e montar novas escalas para suprir essa falta”, diz.

“Nossa preocupação sempre foi com a redução no efetivo durante o tempo em que os policiais ficarem fora. Porém, o custo benefício será muito maior” – Moacir Gomes Ribeiro, comandante da Polícia Militar de Brusque


Policiais preparados para ataques terroristas

Durante as instruções, os policiais tiveram uma disciplina voltada exclusivamente para ataques terroristas. Segundo informações da Força Nacional, há especulações de que o Estado Islâmico articula um possível ataque no Rio de Janeiro durante o período dos jogos. “Eles nos deixaram bem cientes e nos instruíram e capacitaram para isso. Devemos estar bem atentos a tudo e a todos e observar qualquer movimentação ou objeto suspeito”, revela o soldado Thiago Gabriel Schlindwein Schmidt.

Para ele, mesmo havendo a possibilidade de um ataque terrorista, não sente medo e nem receio em trabalhar nas Olimpíadas. “Minha mãe já me ligou preocupada, mas estou bem tranquilo. Já participei de outras missões e creio em Deus e que nosso destino está traçado. Se ficar com paranoia por tudo, nunca faremos o que desejamos. Então deixo nas mãos de Deus”, diz.

O soldado Marcos Alessandro Carvalho Urach ressalta que se a missão fosse fácil, seria para qualquer um. Porém, apenas os melhores foram selecionados para participar, por isso não se intimida com os possíveis ataques. “Devemos estar sempre preparados e atentos para defender nosso país e honrar a nossa briosa Polícia Militar, em especial o 18º Batalhão”.

O soldado Gabriel diz que gosta de participar de missões. Ele ficou por cinco anos servindo o Exército Militar Brasileiro e foi para o Haiti em missão da Organização das Nações Unidas (ONU). Para ele, a experiência profissional será muito preciosa. “Trabalharemos com policiais de todo o Brasil, e teremos contato mais próximo de como funciona a polícia em outros estados e conheceremos nova culturas”.

Ele e o soldado Urach foram selecionados, mesmo após as quatro vagas iniciais serem preenchidas. “Conseguimos tirar a nota máxima também, e o critério de desempate utilizado foi o tempo de serviço na PM”, explica Urach.

O desejo de atuar na Força Nacional surgiu no soldado Urach ainda nos tempos da escola de soldados. “Sempre gostei da ideia de conhecer outras culturas policiais e de buscar novos conhecimentos que pudessem agregar a minha carreira. Quando soube da seleção não tive dúvidas que seria a minha chance, não somente em realizar o sonho, mas também de participar de um dos maiores espetáculos do planeta”.

“Eles nos deixaram bem cientes e nos instruíram e capacitaram para isso. Devemos estar bem atentos a tudo e a todos e observar qualquer movimentação ou objeto suspeito” – soldado Gabriel, soldado da Polícia Militar

O casal de soldados Wagner Rocha Garcia e Caroline Vieira da Cunha trabalharão juntos e estarão entre os 7 mil policiais do país / Foto: Polícia Militar / Divulgação
O casal de soldados Wagner Rocha Garcia e Caroline Vieira da Cunha trabalharão juntos e estarão entre os 7 mil policiais do país / Foto: Polícia Militar / Divulgação
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