Sem dinheiro, Feira do Livro de Brusque tenta financiamento coletivo

Como não há previsão de recursos do Fundo Municipal de Cultura, alternativa encontrada foi a arrecadação online

Sem dinheiro, Feira do Livro de Brusque tenta financiamento coletivo

Como não há previsão de recursos do Fundo Municipal de Cultura, alternativa encontrada foi a arrecadação online

A organizadora da Feira do Livro de Brusque, Lieza Neves, abriu um financiamento coletivo por meio da plataforma online Catarse para conseguir viabilizar a 9ª edição do evento, no mês de junho deste ano, no Sesc.

Segundo ela, a ideia do financiamento surgiu porque ainda não há sinal de que haverá recursos disponíveis do Fundo Municipal de Cultura, vinculado à Fundação Cultural, para realizar o evento. “O que sei é que até agora as coisas ainda não foram definidas, não sabemos se vai ter edital, e tem muita gente perguntando sobre a feira, principalmente livrarias, que querem se programar”, diz.

Por isso, a solução encontrada para tentar viabilizar a edição deste ano foi o financiamento coletivo. A arrecadação foi lançada na terça-feira, 28, e terá um prazo de 40 dias com a meta de R$ 20 mil. “Pedi R$ 20 mil, que foi o valor usado no ano passado, só que a arrecadação pelo Catarse cobra 13% do valor arrecadado para manter o site, então teremos um pouco menos”, destaca.

A organizadora destaca que o Catarse tem duas formas de arrecadação: a primeira é realizar o evento, mesmo se a arrecadação não chegar na meta estipulada, já a segunda forma é chamada de tudo ou nada, que é quando o financiamento tem 40 dias para chegar no valor, se não conseguir, as pessoas que colaboraram recebem o dinheiro de volta.

“Escolhi o tudo ou nada porque acho que não vale a pena realizar a feira com um valor muito abaixo do necessário. Não acho justo o evento cair de qualidade, por isso, se não atingir os R$ 20 mil, as pessoas que colaborarem receberão o dinheiro de volta”, afirma.

Para Lieza, será um retrocesso se o evento não acontecer. “É um evento que movimenta todo o cenário cultural. Tenho muita vontade que continue, será um buraco se a nona edição não acontecer”.

Procurada pela reportagem, a diretora da Fundação Cultural de Brusque, Daniela Rezini, afirma que a feira é um evento importante para a cidade e que o órgão é parceiro e incentivador do projeto. Entretanto, devido a mudanças na legislação que rege os convênios da prefeitura com organizações da sociedade civil, os repasses ainda estão sendo estudados.

“Estamos discutindo sobre a nova legislação. Vamos formar conselhos e comissões para dar seguimento neste assunto, mas por enquanto, não tem previsão de repasse de recursos. A Feira do Livro não tem uma data fixa, mas queremos o mais rápido possível resolver isso”.

O financiamento
O valor pedido no financiamento é para arcar com o custo de 15 apresentações de contação de histórias, show de encerramento, três palestras com escritores, despesas com gráfica, monitoria para as escolas visitantes, produção, material de expediente, assessoria de imprensa, exposição literária e produção executiva.

Não há um valor mínimo exigido, a colaboração é espontânea. Aqueles que doarem R$ 40 ou mais, receberão dois exemplares do livro infantil “Passarinha”, escrito por Lieza Neves e ilustrado por Sílvia Teske. Já empresas que doarem R$ 400 ou mais ganharão a exibição de um banner no local durante os dois dias do evento, mais logomarca em todo o material de divulgação.

Como contribuir?
Para contribuir com o financiamento coletivo, basta entrar no site do Catarse (www.goo.gl/YxPsRr) e doar a quantia desejada.

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