Serviço de atendimento a vítimas de violência sexual será implantado em Brusque

Com sede no antigo espaço da Vigilância Sanitária, atendimentos devem começar em outubro

Serviço de atendimento a vítimas de violência sexual será implantado em Brusque

Com sede no antigo espaço da Vigilância Sanitária, atendimentos devem começar em outubro

Com iniciativa da Secretaria de Saúde, Brusque contará, ainda este ano, com o Serviço de Atenção Integral às Pessoas em Situação de Violência Sexual (Savs). O projeto busca fornecer atendimento integral às vítimas, e as atividades devem iniciar em outubro, com uma equipe multidisciplinar.

O serviço está sendo organizado pela gestão municipal e pretende atender pessoas de todas as faixas etárias, além de ser aberto tanto a mulheres quanto homens. A sede será na Praça da Cidadania, no antigo espaço da Vigilância Sanitária, que receberá reformas. A equipe de atendimento será formada por médico, enfermeiro, assistente social, técnico em enfermagem, psicólogo e farmacêutico.

“Atualmente, os atendimentos ocorrem de forma fragmentada e a nossa proposta é, através de um protocolo em rede, articular os serviços para que atendam na plenitude essa vítima, além de oferecermos espaço físico e equipe exclusiva para essa demanda”, ressalta o secretário municipal de saúde, Humberto Fornari.

Segundo a equipe técnica, a violência sexual é um fenômeno subnotificado, o que dificulta o entendimento dos números reais e deturpam a sistematização de dados estatísticos. Porém, a realidade vivenciada nos Savs apresenta uma demanda expressiva em relação aos atendimentos.

Segundo a diretora geral da Secretaria Municipal de Saúde, Camila Pereira, a implantação do serviço em Brusque depende de um diagnóstico de toda a rede de atendimento, que envolve desde a equipe técnica até órgãos como a Delegacia da Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (Dpcami) e o Instituto Geral de Perícias (IGP).

“Nosso objetivo é tratar a violência sexual, fazer todo o procedimento de acompanhamento e fornecer todos os serviços que entendermos necessários no fluxo de atendimento às vítimas”, diz a diretora.

Ela explica que o projeto vinha sendo elaborado desde outubro do ano passado, mas foi externado agora tendo em vista o aumento do número de casos de violência, como noticiado por O Município no início deste mês. “Além disso, o próprio IGP informa o aumento de casos, especialmente envolvendo crianças”, afirma Pereira.

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