Silvia Teske, arte e cultura

Entre a exposição De[sde]senhos e a sala de aula, Silvia deu uma pausa para falar sobre os projetos para o próximo ano

Silvia Teske, arte e cultura

Entre a exposição De[sde]senhos e a sala de aula, Silvia deu uma pausa para falar sobre os projetos para o próximo ano

Arte e literatura se fundem e dão origem a Silvia Regina Mayer Teske, uma mulher de personalidade. Neste ano, em meados de setembro, ela lançou “Benedita . pinta tarada . uma overdose brasileira”, que retrata uma balzaquiana em um louco e intenso romance.

Seria uma autobiografia? Para Silvia, todo livro é uma autobiografia, sendo que o escritor expõe seu ponto de vista, sua visão do mundo e das pessoas através das palavras. Benedita foi uma mulher febril de amor e, na obra, Silvia cita mulheres a sua cerca, um pouco de cada, suas loucuras, medos e desejos que complementam a personalidade da personagem. “Ela não é eu. Benedita é muito do que eu vi ou do que interpretei em outras mulheres – e é essa interpretação que pode ser chamada de autobiográfica”, ressalva a autora.

A mulher deixou de ser o ‘sexo frágil’ e ganhou força na sociedade. Escrito em meados dos anos 80, no auge da ditadura militar, foi lançado quase três décadas depois. Antes de Silvia ingressar no curso de Arte da Universidade do Estado de Santa Catarina, (Udesc), quando a escritora vivia sua própria sexualidade. “1980 foi o marco, onde tudo era possível. Não tinha AIDS, foi o período que a mulher começou a ganhar sua própria força. Foi a década da liberdade, mas a liberdade com a afetividade” comenta.

Na trama, Benedita sempre esteve apaixonada, foi uma mulher extremamente libertária e “quente”. Se renovou em cada página, em cada homem ou a mulher que amou. Foi pintora e, a todo tempo, pinta e recolhe a “tela do fim do mundo”. 

“Benedita . pinta tarada . uma overdose brasileira” foi uma das obras que conquistaram o último edital do Fundo Municipal de Apoio a Cultura. Está a venda nas principais livrarias da cidade, por R$ 15. O retorno, segundo Silvia, está sendo além do esperado, com mais da metade da primeira edição vendida e elogios por diversos públicos não param de chegar.

Docente nos cursos bacharel em Design da Unifebe e da Uniasselvi/Assevim, Silvia revela um mundo de conhecimento artístico aos alunos e ex-alunos. Um dos destaques no cenário cultural no município, entre a sala de aula e seu escritório, reserva ainda um espaço para expor seus trabalhos.
Atualmente, está com seu último acervo exposto no Bloco C da Assevim, até 18 de novembro, com as parceiras Márcia Cardeal e Pax Omnia. DE[SDE]SENHOS reserva uma emoção a cada desenho, a cada ponto de vista.

Em breve, a escritora lançará o novo livro, onde Benedita surge e vive uma mulher que acorda homem. “Esse ‘negócio’ está me atrapalhando, como que eu ando com isso? Será que eu uso salto, será que passo batom?”, brinca Silvia, ao fazer referência ao novo livro. Este será uma homenagem a escritora britânica Virginia Woolf.

Para Silvia, é uma referência clara a ambiguidade na sexualidade e uma discussão geral da ambiguidade no mundo, que as pessoas precisam aprender a conviver. 
No próximo ano está em projeto ministrar oficinas prática de criatividade. É uma oportunidade para quem busca se conhecer através do desenho, fotografia, pintura ou escrita. Para Silvia, seu objetivo é que o aluno, através da arte, manifeste seu interior.
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