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Startups que oferecem serviços financeiros ganham espaço em Brusque

Jovens trocam bancos tradicionais pelas fintechs; economista acredita em atuação segmentada

Startups que oferecem serviços financeiros ganham espaço em Brusque

Jovens trocam bancos tradicionais pelas fintechs; economista acredita em atuação segmentada

Os serviços financeiros oferecidos por startups, chamados fintechs, tem ganhado espaço entre moradores de Brusque e região. A popularidade das ferramentas levaram o Conselho Monetário Nacional (CMN) a facilitar a migração de contas salários para o modelo a partir de 1º de julho.

A regulamentação das contas de pagamento foi aprovada no último dia 22. Ela permite a portabilidade, sem cobrança de tarifas, de contas salário para os modelos não operados por bancos convencionais. Neste caso, estão incluídas as contas digitais ou de serviços pré-pagos. Hoje, o benefício da portabilidade só é permitido para uma conta corrente e há cobrança de transferências para contas digitais.

A Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs) estima que há, no Brasil, mais de 300 startups focadas na área. O levantamento do ano passado é o primeiro do tipo organizado no país.

Praticidade e menos taxas
Entre os principais atrativos dos fintechs está a possibilidade de realizar as operações financeiras exclusivamente por meios digitais. Serviços como PayPal e Nubank também atraem pela economia gerada com as taxas pagas pelos serviços.

Mestrando em Matemática, Luiz Fernando Bossa, 23 anos, é ligado às tecnologias e novidades envolvendo o setor de finanças. Há dois anos, aderiu ao cartão de crédito oferecido pela Nubank.

Antes de utilizar a conta digital, os custos com anuidade para o cartão de crédito com limite de R$ 500 era de R$ 195. Com a ferramenta digital, conseguiu aumentar o valor disponível, sem custos anuais. Só com a ausência de anuidade, foram R$ 300 de economia em 18 meses.

Outro benefício indicado por ele é a praticidade. Os atendimentos são feitos por chat, mais ágeis em comparação com os atendimentos telefônicos. “A maioria dos meus amigos jovens possui esse cartão. Acredito que esse público tem uma tendência maior a entrar nessa onda de fintechs, por estarem mais antenados no mundo digital.”

Além dos serviços da startup sediada em São Paulo, ele conta com uma conta digital no Banco Inter, empresa mineira que atua desde 1994. Nela, o brusquense conta com transferências eletrônicas ilimitadas e possibilidades de investimentos mais atrativas.

Controle na palma da mão
Também em 2016, Maria Eduarda Cavichioli trocou sua conta de cartão de crédito de um banco convencional para serviços digitais. A mudança ocorreu depois de indicações de amigos que já usavam a ferramenta.

Em seu círculo de amizades, a troca tem sido comum entre os mais ligados às tecnologias. Em alguns casos, segundo ela, até se mantém os cartões dos bancos tradicionais, mas sem uso.

Além de descontos e limites especiais, ela destaca a possibilidade de resolver todos os procedimentos de onde estiver. “Controlo tudo na internet, sem ter que me locomover a algum banco. Além do aplicativo ser muito bem desenvolvido e rápido.”

Tendência com cautela
Para o professor de Economia da Univali, Jairo Romeu Feracioli, a forte influência do Banco Central (BC) ainda limita a atuação das fintechs. Na avaliação dele, a adesão aos serviços tende a ficar limitada a alguns públicos, sem uma massificação.

Exemplifica o comportamento com o uso de moedas virtuais como o Bitcoin e similares. Apesar do interesse social e acadêmico, a modalidade ainda tem uma adesão limitada em alguns perfis de consumidores e não representa uma substituição das moedas convencionais. “É uma tendência, mas até que ponto ela pode virar uma ferramenta habitual, ainda preferiria esperar para ver.”

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