Superintendente da Secretaria de Estado da Saúde visita Brusque e destaca papel dos hospitais locais
Ele também conheceu a clínica Fibra Fisio, especializada em fisioterapia neurológica e pós-cirúrgica
Ele também conheceu a clínica Fibra Fisio, especializada em fisioterapia neurológica e pós-cirúrgica
O superintendente da Secretaria de Estado da Saúde, Willian Westphal, esteve em Brusque na quarta-feira, 12, cumprindo uma série de compromissos na cidade, entre eles visitas aos hospitais Dom Joaquim e Azambuja, além da clínica Fibra Fisio.
Antes de encerrar a passagem pela cidade, ele esteve no jornal O Município, onde concedeu entrevista e detalhou as agendas realizadas na área da saúde. A agenda foi organizada pela Nei Assessoria.
Durante a conversa, Westphal destacou que as duas unidades hospitalares possuem perfis e vocações distintas, mas que se complementam dentro da rede estadual.
“O Azambuja é um hospital de grande porte, com mais de 30 leitos de UTI e serviços de alta complexidade. Já o Dom Joaquim é um hospital de médio porte, voltado à média complexidade. No final, os dois se complementam”, disse.
De acordo com ele, a visita teve como objetivo entender como cada instituição está inserida na rede hospitalar de Santa Catarina, especialmente na macrorregião do Vale do Itajaí.
“Queremos compreender o que cada hospital vem fazendo e o que podemos aprimorar em relação ao porte da unidade e ao tipo de cirurgia que cada um realiza”, afirmou.
Um dos temas abordados na visita ao Hospital Azambuja foi a habilitação do serviço de oncologia, que já recebeu parecer favorável do Ministério da Saúde.
“Existe um sistema chamado CITES, e dentro dele a oncologia já está aprovada. O que falta agora é o Ministério publicar a portaria de habilitação”, explicou.
Westphal acrescentou que não há um prazo definido para a publicação. “Depende unicamente do Ministério da Saúde. Nós pressionamos, entramos em contato, cobramos, mas a publicação é uma responsabilidade exclusiva deles”.
O superintendente também comentou sobre as obras em andamento no Hospital Azambuja. Segundo ele, a nova ala deve ampliar os leitos de UTI, clínicos e cirúrgicos, além de incluir um aeroponto referenciado ao SAMU.
“As aeronaves poderão pousar diretamente no hospital, facilitando o acesso e agilizando o atendimento, o que melhora o tempo de resposta e o tratamento das comorbidades”, disse.
No caso do Hospital Dom Joaquim, Westphal afirmou que a meta é rever padrões e ampliar a produção cirúrgica.
“O Dom Joaquim já realiza um número alto de cirurgias, mas quer se vocacionar para as áreas em que o estado tem maior demanda. Nossa conversa foi nesse sentido, além de discutir o aumento do porte da unidade”.
Durante a visita à clínica Fibra Fisio, especializada em fisioterapia neurológica e pós-cirúrgica, ele esteve acompanhado do empresário Luciano Hang e do filho dele, Leonardo, que atua na empresa. Na ocasião, elogiou a estrutura do espaço e destacou o uso de tecnologias avançadas.
“É uma clínica com aparelhos de última geração, algo realmente diferente do que já tínhamos visto até em nível nacional. A recuperação dos pacientes ocorre em um prazo muito menor do que na fisioterapia convencional”, afirmou.
Westphal mencionou ainda que a clínica possui um setor voltado ao atendimento de pessoas com déficit intelectual e transtorno do espectro autista.
“Inclusive, há uma criança em atendimento que nos chamou atenção. Buscamos sempre novas tecnologias e tipos de tratamento, e acredito que no futuro esse modelo pode se tornar referência para o estado de Santa Catarina”.
Luciano Hang também comentou a visita. “Acho que o atendimento do Governo do Estado aos hospitais de Santa Catarina evoluiu muito. As cirurgias que estavam atrasadas e represadas foram realizadas nos últimos anos, e os recursos repassados aos nossos hospitais contribuíram para que déssemos um salto na qualidade do atendimento à população catarinense”.
Ao encerrar a agenda, o superintendente retornou a Florianópolis.
Como eram os bailes que apresentavam as jovens de Brusque à sociedade em noites de gala: