Tarifa de água sobe 9,82% a partir de maio, em Brusque

Samae pediu mais de 11%, mas agência reguladora listou investimentos não realizados e reduziu percentual

Tarifa de água sobe 9,82% a partir de maio, em Brusque

Samae pediu mais de 11%, mas agência reguladora listou investimentos não realizados e reduziu percentual

A Prefeitura de Brusque publicou decreto no qual estipula reajuste de 9,82% na tarifa de água, válido a partir de 1º de maio de 2016. O reajuste foi autorizado semana passada pela Agência Intermunicipal de Regulação do Médio Vale do Itajaí (Agir).

O reajuste autorizado pela agência reguladora ficou abaixo do que foi solicitado pela autarquia. Em 13 de janeiro, ao dar entrada no pedido de reajuste da tarifa, o Samae informou que, para realizar investimentos, necessitava de reajuste de 11,28%, calculado em função do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Leia também: Angeloni descarta abertura de supermercado em Brusque

A Agir, em seu parecer, lembrou que, no começo de 2015, concedeu reajuste de 10% solicitado pelo Samae – 3% acima da inflação – com o objetivo de viabilizar investimentos. No entanto, na prática, pouca coisa prometida foi efetivamente realizada.

A agência traz no parecer uma lista de investimentos previstos para o ano de 2015 que não foram contemplados, sendo o principal deles a segunda estação de tratamento no Centro, a ETA II.

Também foi informado no relatório que o Samae não cumpriu o compromisso de remeter à Agir, trimestralmente, documentação que permitisse o acompanhamento do cronograma de investimentos.

Conforme relatório da agência reguladora, o Samae aumentou sua produção de água em apenas 3,24%, entre 2013 e 2015. Em contrapartida, no mesmo período o índice de perdas de água tratada passou de 26,32% para 29,58%.

Com isso, a Agir apurou que, nos dois últimos anos, o percentual de investimentos não atingidos pelo Samae foi de 1,26%, índice que foi deduzido do INPC registrado nos últimos 12 meses (11,08%), chegando ao índice final de 9,82%.

Já era esperado

O diretor-presidente do Samae, afirmou que já era esperado que a Agir concederia reajuste inferior ao pedido pela autarquia. Ele diz que quando assumiu a autarquia, há um ano, a agência reguladora avisou que a situação não seria favorável em 2016.

“A agência já tinha dado um voto de confiança ao Samae, e o Samae não cumpriu as metas. Agora pagamos o preço”, afirma Bolognini, o qual também informou que a agência está “pressionando” por mais investimentos.

Colabore com o município
Envie sua sugestão de pauta, informação ou denúncia para Redação colabore-municipio