Teleférico deu prejuízo de R$ 110 mil à Prefeitura de Brusque nos últimos meses de operação

Estrutura interditada há mais de um ano pode ser concedida à iniciativa privada

Teleférico deu prejuízo de R$ 110 mil à Prefeitura de Brusque nos últimos meses de operação

Estrutura interditada há mais de um ano pode ser concedida à iniciativa privada

Números da Prefeitura de Brusque mostram que o teleférico do parque Zoobotânico gerou despesas na ordem de R$ 174 mil entre janeiro de 2015 e março de 2016, quando foi desativado para reparos.

Em contrapartida, a arrecadação com o teleférico foi de R$ 63,4 mil. Ou seja, no intervalo de 15 meses em operação, a estrutura, que deveria atrair turistas e gerar mais recursos, resultou em um prejuízo de R$ 110,5 mil.

O custo maior deve-se à reforma do teleférico, que foi realizada em 2015. Para executar os serviços, foram contratadas duas empresas, e um engenheiro também foi pago para acompanhar os trabalhos, conforme manda a legislação.

Durante 2015, 3.743 pessoas estiveram no teleférico. Já entre janeiro e março de 2016, foram 651 visitantes no bondinho. No acumulado entre janeiro de 2015 e último mês antes da interdição, foram 4.394 pessoas.

De acordo com a diretora do Zoo, Milena Zapala, e do secretário de Desenvolvimento Econômico, João Beuting, são necessários segurança, manutenção frequente, um engenheiro mecânico responsável e, no mínimo, oito funcionários para manter o teleférico operando.

Com custo elevado para manutenção, Milena e Beuting dizem que o custo é elevado, o que “torna o funcionamento inviável, já que a procura dos visitantes não é significativa”. As informações foram repassadas à Câmara de Vereadores, em pedido de informação.

A Comunicação da prefeitura afirma que a prefeitura não tem interesse em reabrir o teleférico. No entanto, não está descartado a concessão da operação à iniciativa privada. O governo realiza consulta para saber se há empresas interessadas, caso abram licitação.

Teleférico não é seguro
O bondinho está desativado desde o ano passado, pois não há um engenheiro mecânico responsável técnico para cuidar do teleférico e do muro de escaladas. A iniciativa de paralisar a estrutura partiu da própria prefeitura à época, por isso não foi necessário o Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) se manifestar.

Em maio, o promotor de Justiça responsável pela fiscalização disse ao jornal O Município que a estrutura deve continuar parada até que se tenha segurança absoluta do equipamento.

O teleférico é centro de controvérsias há tempos em Brusque. Em 2008, foi desativado até passar por revitalização. Foi reinaugurado em dezembro de 2014, mas voltou a ter problemas em março de 2016.

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