Término da Lagoa Sem Fim, de Guabiruba, completa 30 anos

Área de lazer, localizada no bairro Alsácia, atraia moradores de toda a região nos anos 80

Término da Lagoa Sem Fim, de Guabiruba, completa 30 anos

Área de lazer, localizada no bairro Alsácia, atraia moradores de toda a região nos anos 80

Hoje, a propriedade cercada e silenciosa localizada no coração do bairro Alsácia, em Guabiruba, em nada lembra a movimentação intensa de motos e de bicicletas que era registrada nos anos 80. Naquela época, a Lagoa Sem Fim era o espaço de lazer favorito de muitos moradores de Guabiruba, de Brusque e da região.

Filho do ex-proprietário da chácara, o fotógrafo Joselito Tridapalli, 48 anos, conta que o pai, Vicente Tridapalli, adquiriu o local em 1980 sem o intuito de transformá-lo em área de lazer aberta ao público. No entanto, depois que ele construiu uma cancha de bocha e um barzinho próximos a uma das lagoas da chácara, iniciou-se a transformação.

“Meu pai comprou para ter uma área de lazer apenas para a família, mas depois de construir a cancha e o barzinho, acabou vindo gente. Então ele visou o lucro na venda de bebidas, e o pessoal acabou passando a informação de boca em boca e começou a lotar. Levou uns três anos para a Lagoa Sem Fim ficar muito conhecida na região”, conta Tridapalli.

Além da cancha de bocha e do bar, o local abrigava também uma piscina natural, uma trilha ecológica e alguns quiosques. A atração principal, porém, era a lagoa de grande porte que inspirou o nome da chácara.

“O nome era devido ao tamanho da lagoa. Era muito grande, e tinha um morro próximo que a lagoa dava a volta. Quem estava ali na frente da lagoa não conseguia ver o fim. E nela também havia canoas e um trampolim que o pessoal se divertia”, lembra o fotógrafo.

Tridapalli conta que, aos domingos, formavam-se congestionamentos próximos ao local. Ele calcula entre 150 a 200 motos – um dos meios de transporte mais utilizados na época – estacionadas na chácara e nas redondezas.

“Era aberto ao público. E lotava. Naquela época, o pessoal também ia de bicicleta. Pedalavam 12 quilômetros do Centro até lá. As crianças não ficavam em casa jogando videogame, elas pegavam as bicicletas e iam. Dá saudade. O pessoal era muito bacana. Hoje em dia o pessoal fica todo entocado no fim de semana”, diz.

A Lagoa Sem Fim permaneceu em atividade por cerca de seis anos. Segundo o fotógrafo, o espaço foi vendido em 1990 para o atual proprietário, que cercou a chácara, proibindo a entrada de visitantes.

Comentários dos moradores da região sobre a Lagoa Sem Fim no Facebook

Sergio Pereira: Nós íamos daqui de casa para lá de bicicleta speed Monark 10, comíamos pó de monte. Eu atravessava ela [a lagoa] a nado naquela época. Hoje em dia nem sei se consigo nadar ainda. Saudades daquela época.

Dina Waldrigues: Era o point da nossa época.

Edesio Groh: Faz tempo. Bons tempos.

Fabiano Becker: Meu tio Beto cuidava da Lagoa Sem Fim. Que saudades.

Adilson Venturini: Era muito bom, lotava sempre.

Elias Kreling: Bons tempos. Só de lembrar das barrigadas desse trampolim já dói a barriga.

Fábio Baron: Que saudade. Bons tempos. Histórias pra contar nesse lugar aí.

Adriano Machado: Essa era massa e a piscina gelada que faltava o fôlego. Mas foi a referência de uma época.

Ricardo Gonçalves: Que saudade. A gente andava quilômetros de bicicleta pra curtir aquele lugar.

Lucilo Simoni: A nossa turma ia de bicicleta da Santa Rita até lá. Como era bom.

Orlando Soares Filho: Lojas HM fazia acampamento lá. Trabalhava na loja e íamos todos acampar.

Roberto Tomasoni: Encerramento da minha turma do Tiro de Guerra foi lá.

 

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