Teste seletivo do Barateiro Futsal reúne dezenas de jovens atletas

Meninos e meninas saíram de todos os cantos de Santa Catarina em busca de uma vaga no tradicional time brusquense

Teste seletivo do Barateiro Futsal reúne dezenas de jovens atletas

Meninos e meninas saíram de todos os cantos de Santa Catarina em busca de uma vaga no tradicional time brusquense

O sábado, 24, na Arena Brusque foi dia de lutar por um sonho para dezenas de jovens que pretendem futuramente brilhar pelas quadras brasileiras jogando futsal. O teste seletivo do Barateiro Futsal/FME serviu para despertar a esperança de promessas em busca de uma vaga no reconhecido time brusquense.

Meninos e meninas que saíram de todos os cantos de Santa Catarina, e até mesmo de fora do Estado na expectativa de ver seu nome na lista de escolhidos do técnico Anderson de Menezes, o Esquerda.

Ele observou por cerca de três horas pouco mais de 70 atletas que entraram em quadra com a ânsia de dar o melhor nos poucos minutos que tiveram sobre os olhos atentos do treinador. Fora da quadra, um vídeo registrava cada momento dos atletas com a bola.

Segundo a supervisora do Barateiro, Caroline Bezerra, o material será analisado minuciosamente na sequência para o crivo final sobre a utilização ou não de determinado atleta. “Sempre dá para aproveitar alguém”, ressalta ela, dando esperança para jogadores como Jean Carlos Almeida Nunes, 17 anos.

O brusquense, morador do bairro Santa Terezinha, nunca participou de uma escolinha de futebol, seja de campo ou salão, mas vê na oportunidade oferecida pelo Barateiro Futsal a chance de se tornar um jogador profissional.

O jovem jogador representa através das palavras o pensamento de boa parte dos companheiros que participaram da seletiva: a cobrança por um bom desempenho. É quase consenso entre os jovens de que a performance poderia ser melhor. A expectativa de chamar a atenção é mais um fardo psicológico para eles. “Poderia ter ido melhor, mas foi o que consegui”, comenta Nunes.

Entra as mulheres a cobrança é semelhante, como mostra Gabrielly Nikoly do Padro, 14 anos. Natural de São João Batista, ela joga futsal desde os oito anos, boa parte deles mesclados com meninos da Fundação Batistense de Esportes (Fube). Pela primeira vez tem a oportunidade de tentar se inserir num clube profissional. Nervosa ao ver a oportunidade tão próxima, ela é outra que salienta que não conseguiu dar o melhor. “O nervosismo atrapalha um pouco. Poderia ter dado mais, mas acho que foi bom”, observa.

Fã do futebol de salão, Gabrielly se inspira justamente em uma atleta do Barateiro para buscar o objetivo de entrar no melhor time de futsal feminino do país. “Ano passado conheci a Amandinha, e ela me contou sobre seu início aqui. E hoje ela ainda joga. É um clube com muitas jogadoras de seleção brasileira e seria um bom começo”, diz Gabrielly. “Tenho um sonho e vou lutar por ele”, completa.

O teste

O teste seletivo do Barateiro reuniu cerca de 50 meninos e em torno de 20 meninas, número que surpreendeu a diretoria e comissão técnica do Barateiro Futsal. “Muito mais meninos do que meninas, mas um número legal, bem mais do que o ano retrasado”, diz Caroline Bezerra, ao comparar com a peneira feita em 2013.

A avaliação iniciou às 9 horas e durou cerca de 3 horas e meia. No começo, Esquerda dividiu várias equipes e observou os atletas do naipe masculino em um trabalho de campo reduzido. O mesmo ocorreu com as meninas na sequência. A segunda parte das atividades contou com um treino coletivo, onde o treinador pôde tirar as últimas impressões dos atletas.

Caroline Bezerra ressaltou que a intenção é, além de fazer uma seleção de atletas, oportunizar a prática. Ela comenta que os que não forem chamados podem até mesmo eventualmente fazerem parte da escolinha do clube. “Ainda não sei os critérios que o Esquerda usará, mas faremos o máximo para dar oportunidades, sobretudo ao pessoal de Brusque e região”, diz.

Ela ressalta que é gratificante para o clube receber o interesse de tantas pessoas que vieram fazer o teste em busca de um sonho. “Tem gente que veio do Paraná. Uma menina que veio de São Paulo. São pessoas que sonham e viajaram horas e quilômetros em busca disso. Tentamos tratar todos com respeito e esperamos que, quem não conseguir, pelo menos saia com uma boa imagem do clube”, afirma.

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