Torcedores do Brusque relatam experiência em Manaus e falam sobre o clube

Quadricolores jamais haviam viajado para tão longe tendo o futebol como motivo

Torcedores do Brusque relatam experiência em Manaus e falam sobre o clube

Quadricolores jamais haviam viajado para tão longe tendo o futebol como motivo

João Vítor Roberge‏

Em meio às mais de 40 mil pessoas esperadas para a final da Série D entre Manaus e Brusque, na Arena da Amazônia, estarão alguns torcedores quadricolores, que percorreram mais de 4 mil quilômetros para que pudessem estar presentes na decisão. Alguns com mais facilidade financeira, outros não, mas todos com a expectativa de ver a conquista do primeiro título nacional do time de coração

O empresário Felipe Vale Bina chegou na manhã desta sexta-feira, 16. No sábado, 17, ele iria participar de um passeio turístico com alguns dirigentes do Brusque e outros torcedores, mas desistiu no último momento por indisposição.

“O pessoal de Manaus é muito legal, muito tranquilo, busca ajudar sempre. A gente vê muito pelos motoristas de aplicativos, eles falam sobre o jogo tranquilamente, é bem legal. Fomos muito bem recebidos”, explica.

Ele brinca dizendo que a principal dificuldade para chegar à capital do Amazonas foi convencer a esposa. “Eu iria me arrepender se não viesse, independente de o clube ganhar ou não. A gente acompanha o time muito de perto, tem amizade com alguns jogadores.” Seu palpite para a final é a vitória do Brusque, por 2 a 1 ou 1 a 0.

Felipe chegou a ser atacante nas categorias de base do clube, e seu amigo Alfeu Habitzreuther Júnior atuou como zagueiro. Hoje trabalhando como marceneiro, Alfeu quase desistiu pelo medo de uma viagem de avião. Foi a primeira viagem do tipo em toda sua vida. Ele chegou no fim da tarde deste sábado, 17.

“É muito calor aqui, mas calor temos em Brusque, abafado e sem vento. A diferença é que em Brusque temos uns dias mais frescos depois. Sobre a equipe, a cidade abraçou a ideia, faltava isso há tempos. Acho que tem que ficar alguns anos na Série C, não precisa subir rápido demais, como o Joinville, por exemplo, que subiu até a Série A e depois caiu de volta para a Série D.

Seu pai, Alfeu Habitzreuther, acompanha o Brusque desde sua fundação, resultante da fusão entre Paysandú e Carlos Renaux. Ele conta que no Augusto Bauer é um frequentador assíduo da geral, setor do qual sentirá falta no dia em que o Brusque tiver seu estádio próprio. Na sua opinião, o clube precisa começar a crescer logo depois da Série D, independente do quase inevitável desmanche do elenco. “O Brusque precisa crescer ainda mais, começar a investir em categorias de base, ter jogadores produzidos aqui”, comenta.

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