Um café que poderia ser apenas mais um café do centro, no térreo de um prédio comercial. O projeto arquitetônico já é o primeiro indicador que terei uma experiência que pode me trazer de volta a este lugar. No forro, vigas curvas de ferro remetem a experiência de estar dentro de um vagão de trem, destes que carregavam sacas de café durante o Brasil colonial. O conjunto da obra, é assinado pelo mestre Felinho Valle, um dos arquitetos mais prestigiados da região. Dois ambientes distintos se integram, mas cada um com seu valor: um mais reservado, e outro totalmente aberto, cheio de mesas e uma atividade social intensa que abre alas para a entrada de uma torre de escritórios comerciais.

Ao sentar-se, pode esperar que em algum momento você irá ouvir Aretha Franklin ou Sinatra na caixa de som. A seleção de músicas é digna de um café genuíno, passando por jazz, MPB e música instrumental. Um dos segredos do Caffè Gourmet, vou dividir agora com você: a torra é feita ali mesmo, na sala comercial do CRF Prime, na rua Felipe Schmitt. O processo garante a qualidade desejada do grão, que chega à xícara com muito menos precedentes. Em Santa Catarina, não conheço outro café que faça este processo.

Mas não é só de café que vive o Caffè Gourmet. O empresário Guilherme Fritzke também entende de vinhos, e mantém a Enoteca Decanter, no mesmo prédio. Sim, isso quer dizer que posso escolher um vinho na enoteca, ou pedir uma assessoria para me servir e fazer uma harmonização perfeita com meu pedido do menu ou do balcão. Uma seleção de rótulos encontrada em poucos cafés do mundo. Se é que algum outro tem…

Meu pedido foi clássico. Ao chegar, olhei o cardápio e de cara recebi a sugestão da tradicional bruschetta de linguiça Blumenau (R$22,50). Pão artesanal com fermentação natural e uma crocância nas margens, propunha uma combinação perfeita para um momento nostálgico de degustar o pão da oma. A linguiça Blumenau, não por menos, também é artesanal e feita em Pomerode, integralmente com carne suína. O prato pode servir até duas pessoas, e de cortesia, ainda recebi o lançamento gelatto da Maroma Sorvetes, de sabor a escolha.

Ainda curioso, fui terminar de ver o cardápio para saber o que mais serve no Caffè Gourmet. Sanduíches, salad bowls e panquecas aparecem para tirar de cena aqueles clássicos salgados de vitrine. E para finalizar, a barista encerra a experiência com um atendimento cordial, me deixando pronto para vir outra vez.

Um café que poderia ser apenas mais um café do centro, no térreo de um prédio comercial. O projeto arquitetônico já é o primeiro indicador que terei uma experiência que
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