Trabalhadores da Celesc de Brusque aderem à paralisação contra reformas

Segundo o sindicato, todas as lojas de atendimento da região estão fechadas nesta quarta-feira

Trabalhadores da Celesc de Brusque aderem à paralisação contra reformas

Segundo o sindicato, todas as lojas de atendimento da região estão fechadas nesta quarta-feira

A loja de atendimento da Celesc em Brusque ficará fechada durante toda a quarta-feira, 15. O motivo é a adesão do Sindicato dos Trabalhadores Eletricitários do Vale do Itajaí (Sintevi) ao movimento nacional de protesto contra as reformas previdenciária e trabalhista.

Segundo o diretor financeiro do Sintevi, Orlando Nestor Gretter, todas as lojas da Celesc em Brusque, Guabiruba e Botuverá estão fechadas neste dia 15 de março. O atendimento voltará ao normal a partir de quinta-feira, 16.

Os eletricitários da região participam, nesta quarta-feira de manhã, de uma série de palestras sobre as duas reformas com especialistas no assunto em Blumenau, sede do sindicato.

Gretter diz que a duas reformas são prejudiciais aos trabalhadores, em consequência disso, à tarde, os servidores participarão de um ato no Centro de Blumenau, que também terá a participação dos professores do município e do estado.

“É uma provocação para uma greve geral para mudar esse quadro político”, diz o sindicalista. Segundo ele, os serviços de emergência estão sendo atendidos pelas equipes da Celesc, apenas o atendimento normal está paralisado.

País

A cidade de São Paulo amanheceu sem o principal transporte público de massa, os trens do metrô, que atendem diariamente a cerca de 3,2 milhões de pessoas, e com quase toda a frota de ônibus parada.

Houve também vários bloqueios no trânsito por causa da paralisação nacional contra as reformas trabalhista e da Previdência Social. Também há paralisações em Florianópolis, Rio de Janeiro e outras cidades do país.

Reformas

A reforma da Previdência diz respeito, principalmente, ao acesso à aposentadoria. O governo Michel Temer pretende impor uma idade mínima para todos poderem se aposentar, 65 anos. Além disso, a proposta é que uma pessoa terá de trabalhar 49 anos para ter o benefício integral.

A reforma trabalhista abrange uma série de itens, como a terceirização, flexibilização da jornada de trabalho, dos intervalos intrajornada e divisão das férias anuais. A alegação do governo é que se trata da modernização da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

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