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Sérgio Sebold

Economista e professor independente - sergiosebold@omunicipio.com.br

Tráfico de órgãos – mercado negro em expansão

Sérgio Sebold

Economista e professor independente - sergiosebold@omunicipio.com.br

Tráfico de órgãos – mercado negro em expansão

Sérgio Sebold

Quando Deus criou o ser humano, assim como a maioria das espécies vivas, o dotou de órgãos que funncionam em “stand by” ou seja, de maneira dupla em paralelo. Assim temos dois olhos, dois ouvidos, dois pulmões, dois rins, dois testículos, quando mulher dois ovários, duas mamas…, tudo isto permite sobreviver, se um deles vier a “falhar”. O outro par substituirá a função. Que beleza a criação!

Diante desta reflexão do corpo humano, muitos premidos pelo lado social e econômico, em necessidade, vendem um deles, para enfrentar suas agruras como última opção de sobrevivência. Isto é trágico.

Entretanto, há casos nobres pelo lado da doação a outro ser humano (geralmente familiar) de doar um rim, para salvar um pai, uma mãe, um filho ou filha… ou qualquer outro ente querido. Em nossa cidade temos um belo exemplo, de uma das filhas (uma ex-aluna que minha idade não permite neste momento lembrar seu nome) do ex-vereador Altino Maçaneiro, que doou um rim ao pai. Ele até hoje vive entre nós.

Infelizmente há o lado negro desta dimensão humana, a venda de órgãos, alem de ser ilegal em quase todos os paises do mundo, há o risco de morte ao se privar de um ogão sem um severo acompanhamento médico de confiança.

Por outro lado, estamos em mais uma estatistica tétrica das listas negras: o Brasil está em primeiro lugar no tráfico de órgãos. Pelo lado do crime organizado esta é a terceira maior fonte de renda na área criminal.

O tráfico de orgãos é um crime hediondo, silencioso, sem armas, sem assaltos, muitas vezes sem palavras de seus algozes ladrões com máscara cirúrgica não permitindo reconhecer sua identidade. Nesta atitude criminosa, as vitimas, geralmente crianças, morrem. Sendo um crime hediondo, os ladrões (devem ser médicos que há muito rasgaram seu juramento), com experiência; tudo é feito de maneria a não deixar rastros; dado certa facilidade, o rim é órgão mais preferido.

Para efeitos de doação honrosa há certa dificuldade, que só podem ser efetuados após morte cerebral e isto exige protocolos éticos a serem cumpridos; muitos médicos, no afã de ”faturarem” um orgão nem sempre respeitam usando subjetividade, em muitos casos a pessoa nem sempre ainda tem entrado em estado de óbito, levando por consequência à morte efetiva. É comum em caso de acidente de traumas irreversíveis que irremediavelmente levarão à morte.

Alguns orgãos são retirados sem qualquer autorização da família, simulando curativos externamente com procedimentos cirúrgicos, sem possibilidade de se saber se foi por efetio do próprio acidente. Atrás disto, está uma máfia poderosa em redor do mundo.
Hipócrates deve estar se remexendo no túmulo de 2500 anos lá na Grecia, pelo barbarismo que chegou o ser humano do terceiro milênio da era cristã.

Mesmo as doações honradas, podem sofrer desvios, uma vez que estes orgãos passam por câmaras frias, e podem ser vendidos posteriormente para algum abonado.
Altino, você foi abençoado!

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