Os verdes caminhos em meio à mata atlântica e nativa de Botuverá estão dispostos para os mais distintos grupos de aventureiros. Há quem goste de desafiar os limites do próprio corpo, realizando os trajetos a pé ou de bicicleta. Mas também há os fãs de adrenalina, que cortam as trilhas com motocicletas, quadriciclos, jipes ou UTVs.

Para os que amam a velocidade, a Trilha do Graff é quase sempre o destino. Estruturado com uma larga pista, e repleto dos desafios preferidos pelos motoristas – lama, barro e poeira -, o trajeto passa dentro da mata, e os visitantes ficam deslumbrados com as árvores nativas, os animais silvestres e os pássaros encontrados pelo caminho, chegando a um destino que não poderia ser mais belo: o rio da Cristalina.

Foto: Acervo Pessoal Sandro Barg

Com o passar dos anos, a trilha vem se tornando cada vez mais reconhecida. Grupos de jipeiros de outros estados brasileiros, como São Paulo e Rio Grande do Sul, vêm para Botuverá para passar pela Trilha do Graff. O caminho tem cerca de 10 quilômetros, e é feito em cerca de meia hora pelos visitantes.

Além de grupos de jipeiros, que não possuem grandes desafios em um trajeto razoavelmente simples, a trilha também é bastante frequentada por ciclistas, que enfrentam um caminho de dificuldade média. As mountain-bikes são as mais presentes entre aqueles que decidem pedalar pelo Graff.

A trilha tem este nome porque passa pelas propriedades que pertenceram ao senhor Valmor Graff. Ele faleceu em 2014, em um lago dentro de suas terras.

Desenvolvimento da trilha

Há cerca de 25 anos, Sandro Barg passeava pelo local de motocicleta. Conforme explica, a trilha era bastante densa, nem perto do que é hoje. “Era muito estreitinha. Você só passava a pé ou de moto. Com o tempo, o pessoal foi abrindo para poder passar com automóveis, e hoje é quase uma estrada por lá. Se for um veículo simples com tração traseira consegue passar tranquilo”.

Conforme explica Barg, que também é guia na localidade, o ponto de maior sucesso no trajeto é o rio da Cristalina. “Quando chega lá, eles ficam encantados. Geralmente é feito um almoço no lugar, o pessoal aproveita para tomar um banho, ouvir a natureza. O pessoal fica deslumbrado”. O guia leva, mensalmente, grupos de pessoas que gostam de trilhas na natureza. Os destinos são o Graff, além de outras trilhas em Guabiruba e São João Batista.

Grupos até mesmo de fora do estado visitam o Graff com quadriciclos, UTVs e jipes / Foto: Acervo Pessoal Sandro Barg

Automóveis preparados para a adaptação em terrenos desnivelados e repletos de barro, os quadriciclos e UTVs têm sido o maior foco para a visita no Graff. “São fáceis de dirigir. Até os mais inexperientes conseguem, mas é claro que são dadas instruções”. A potência e a estrutura dos veículos fazem o difícil se tornar fácil, principalmente os UTVs que engolem a estrada disforme como se fosse uma avenida.

O Graff também é mais uma travessia para Guabiruba. Contudo, no grupo acompanhado por Barg, não chega-se a atravessar, e o trajeto é realizado em ida e volta. Como a trilha já se tornou uma estrada de uso frequente, não é necessário pedir autorização para acesso. O caminho começa a partir de uma localidade próxima ao Pesque e Pague Lagoa da Passarela. Em Guabiruba, termina na rua Gilmar Pollheim.

Trilha do Graff
Endereço: Entrada em Pedras Grandes, próxima ao Pesque e Pague Lagoa da Passarela
Acesso: Permitido
Nível de dificuldade: Fácil
Riscos: Médios
Sinalização: Não sinalizado


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