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Troca de figurinhas da Copa do Mundo atrai público diversificado em encontros em Brusque

Locais contam com novos colecionadores e antigos adeptos do hobby

Troca de figurinhas da Copa do Mundo atrai público diversificado em encontros em Brusque

Locais contam com novos colecionadores e antigos adeptos do hobby

A 21ª edição da Copa do Mundo é realizada a cerca de 12 mil quilômetros de distância de Santa Catarina, mas o clima pode ser sentido em cada álbum de figurinha dos colecionadores de Brusque. Os encontros para troca, realizados em locais públicos ou em pontos do comércio, reúnem os mais diferentes fãs do futebol, desde novos colecionadores até donos de álbuns antigos e raríssimos.

Em cada encontro é possível descobrir como a paixão pelas figurinhas dá espaço para todo mundo. São crianças, jovens, adultos e idosos, homens e mulheres, famílias inteiras ou colecionadores solitários em busca dos atletas que faltam para completar o livro.

Em mais uma edição confeccionada pela empresa italiana Panini, o álbum da Copa da Rússia 2018 tem neste ano, pela primeira vez, uma edição digital em forma de aplicativo que pode ser completada utilizando tablets ou smartphones. Nesta edição são 682 figurinhas, incluindo 50 cromos especiais.

Fanático por álbuns

Roberto Nunes completou todos os álbuns das copas desde 1994. Foto: Arquivo Pessoal

Roberto Nunes não coleciona só figurinhas, e sim álbuns inteiros. Desde a Copa do Mundo de 1994, ele possui todos os livros ilustrados completos de cada um dos mundiais. Além da Copa, ele passou a colecionar, a partir de 2000, todos os álbuns do Campeonato Brasileiro, o que exigiu bastante dedicação, já que são anuais.

E para Nunes a coleção não acaba quando o álbum está completo: só desta edição de 2018 ele já finalizou quatro livros. “Desde pequeno eu gostava de colecionar, mas fui crescendo e isso se perdeu. Aí retomei o gosto pelas figurinhas com o passar dos anos”, diz. Hoje ele tem uma sala em casa onde guarda não apenas álbuns, mas também diversos materiais alusivos ao futebol, como bolas oficiais da Copa do Mundo.

Agora, o colecionador aguarda o reembolso das figurinhas de atletas que não foram para a Copa, já que os álbuns são confeccionados com bastante antecedência. “Em 2014 eles fizeram isso, após o fim do Mundial encaminharam os cromos de jogadores que entraram no lugar de outros lesionados ou não escalados”.

Sonho completo
A Seleção Brasileira de 1982 é lembrada, historicamente, como a melhor seleção que não conseguiu ganhar a Copa do Mundo. Assim como o esquadro verde e amarelo, o brusquense Edegar Becker também viveu a frustrante sensação de ter algo inacabado: ele não conseguiu completar o álbum daquele ano.

Edegar Becker não conseguiu completar a de 82, mas fechou os álbuns a partir de 2010. Foto: Arquivo pessoal

Os anos se passaram até que, enfim, Becker voltasse a colecionar figurinhas. Foi apenas em 2010 que ele conseguiu completar seu primeiro álbum. “Isto é algo que me chamava muito a atenção quando era criança. Esse álbum de 1982 era de figurinhas que vinham em chiclete”.

Depois da Copa da África do Sul, o brusquense tomou gosto pela coleção e completou também o do Mundial do Brasil, em 2014. Agora, frequenta as trocas de figurinhas nos pontos de encontro por Brusque para terminar a da Copa da Rússia. “Estou finalizando. Eu acho esses eventos de troca muito legais”.

Dificuldade para fechar
Com álbuns completos das copas de 2006, 2010 e 2014, Luiz Carlos Riesemberg Neto está quase finalizando o de 2018. Contudo, como explica, vem encontrando dificuldades. “As figurinhas douradas estão complicadas de se encontrar. Parece que a Panini dificultou nisso esse ano. Não me lembro de acontecer o mesmo nas outras edições”.

Luiz Carlos Riesemberg Neto tem os álbuns desde a Copa de 2006. Foto: Arquivo Pessoal

Nas trocas, as figurinhas douradas – que se referem a escudos de seleções ou cromos especiais, como as da página de seleções históricas – têm um valor maior. É comum que quem entregue a dourada pegue de volta de três a cinco figurinhas comuns. Os locais que já realizaram encontros de trocas em Brusque foram a Havan, o supermercado Archer do bairro São Luiz, o shopping Gracher e a praça Sesquicentenário.

Agora, Riesemberg Neto deixou de ir para as trocas. Como faltam poucas figurinhas, ele decidiu mudar a estratégia. “Vou pedir direto da Panini. Para mim, esse ano os pacotes com figurinhas poderiam ser mais baratos, mas é possível economizar indo às trocas”.

Neste ano, o pacote com cinco figurinhas está custando R$ 2. O álbum simples tem o custo de R$ 7,9, enquanto o de capa dura, com 12 envelopes de figurinhas, tem o custo de R$ 49,9.

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