Ubam se posiciona contra desmatamento de terreno particular na avenida Cyro Gevaerd

Entidade encaminhou ofício ao Conselho Municipal do Meio Ambiente; Fundema afirma que intervenção é legal

Ubam se posiciona contra desmatamento de terreno particular na avenida Cyro Gevaerd

Entidade encaminhou ofício ao Conselho Municipal do Meio Ambiente; Fundema afirma que intervenção é legal

  • Por Daiane Benso
  • 6:30
  • Atualizado às 11:44
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A União Brusquense de Associações de Moradores (Ubam) encaminhou ao Conselho Municipal do Meio Ambiente (CMMA) um ofício que aponta algumas razões para que o corte de árvores na avenida Cyro Gevaerd, próximo ao Grupo Escoteiro Brusque, realizado no começo deste mês, não fosse permitido.

A Fundação Municipal do Meio Ambiente (Fundema) autorizou o procedimento e o Instituto Brusquense de Planejamento (Ibplan) já permitiu que sejam construídos prédios comerciais no local.

A Ubam, por meio do seu presidente Juarez Graczccki, diz que embora os órgãos competentes tenham autorizado, a entidade entende que a ação de desflorestamento “representa uma grave agressão ao meio ambiente e merece um estudo de impacto ambiental mais apurado”.

Para a entidade, como a área desmatada é uma encosta, com inclinação, deverão ser realizadas obras de terraplenagem, “formando um elevado barranco e talude, o que aumentará a agressão ao ambiente”.

A Ubam afirma que a área desmatada faz limite com terras pertencentes ao Parque Leopoldo Moritz e com o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) – onde se encontra a principal estação de água da cidade -, e também está embaixo dos cabos de sustentação do teleférico, que liga o Zoobotânico ao parque.

“Pelo conjunto florestal, a área desmatada integra um patrimônio paisagístico que precisa ser preservado”, diz o ofício.

O documento ainda cita que o local desmatado está situado em uma via pública de trânsito rápido, que não é permitido estacionamento de veículo, desta maneira, “causará sérios problemas de mobilidade urbana”.

“Tudo dentro da lei”
O superintendente da Fundema, que também é presidente do CMMA, Cristiano Olinger, afirma que o engenheiro florestal da fundação fez vistoria no local de 1.785 metros quadrados e, perante a lei, o corte de árvores naquele espaço é possível.

Ele afirma que toda construção gera um certo impacto, e que é de direito do proprietário que adquiriu o terreno prepará-lo para fazer intervenções. “Pelo zoneamento, autorizações do Ibplan, é possível a construção de lojas neste terreno. Se a lei permite não há justificativa para inviabilizar o empreendimento”, diz Olinger.

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